A SIMPLES TAREFA DE ABENÇOAR!


“E Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele em cujos olhos eu achar graça. E ela disse: Vai, minha filha.”
O contexto é um dos mais complicados possíveis: a cidade passa por um momento de falta de alimento total e Rute e Noemi são duas viúvas que não têm ninguém que pudesse lutar pela causa delas. Então a nora diz à sogra que vai apanhar espigas para a alimentação de ambas. A única palavra que recebe é essa: Vai, minha filha.
Talvez, pela simplicidade desse diálogo, sejamos impulsionados a continuar a leitura do texto, sem nos ater ao que seja uma das grandes lições que está presente nas entrelinhas. Quando observo esse texto, lembro-me da vida. Sim da vida essa nossa de todo dia, com problemas, com decepções, com correrias, com desafios, com lágrimas, com perdas, com sonhos, com distanciamentos, com separações, com alegrias e tristezas; a vida com notícias boas e muitas vezes ruins, com momentos de céu e outros de inferno. É dessa vida que me lembro. Porque é essa vida que vivo e com certeza a vida que a maioria das pessoas normais também vive. E o que isso tem a ver com o texto? Tudo. A vida é feita de relações. E as relações muitas vezes ajudam a determinar o que somos e venhamos a ser no futuro. Porque nós não podemos viver sem elas. As relações são à base das nossas vidas. E como nós as vivemos pode nos influenciar de forma positiva ou negativa ao longo dos anos.
Ao dizer a Noemi, sua sogra, que simplesmente iria catar espigas, Rute estava colocando em jogo toda a sua vida. Tinha ela uma necessidade, um sonho, um objetivo e moveu-se em direção a isso com todas as forças que ainda encontrava em seu fraco, calejado e já abatido corpo. Embora todas essas adversidades, e antes de se lançar ao desafio aparentemente tão simples de catar espigas, estando certa da sua decisão, Rute dirigiu uma palavra a sua sogra. E o que dela ela ouviu? Foi um ‘não’? Foi um ‘não vá’? Foi um ‘não vai adiantar ir, minha filha’? Foi um ‘para quê, minha filha, se estamos fadadas à morte’? Não, ela não recebeu nenhuma dessas palavras. Pelo contrário, sua sogra lhe disse: ‘Vai, minha filha’. Olhe para sua vida e pense em quantos sonhos se lhe tomam o coração, quantos desejos grandes permeiam seu coração, quantos objetivos se lhe rodam diuturnamente a cabeça. São vários como teu tenho vários e sou tão humano quanto qualquer um outro.
Mas perceber esse texto e suas lições é entender que existe mais que apenas ter sonhos. É entender que o papel de pessoas com as quais temos estabelecidos relações, ás vezes viscerais, é de fundamental importância na construção e concretização dos nossos sonhos, como também a não realização deles. Para Rute, ouvir de sua sogra uma palavra de apoio pode ser o divisor de águas entre céu e inferno, entre vida e morte, entre construção e desconstrução.
Noemi disse a Rute: vá minha filha, corra atrás dos seus sonhos, corra atrás dos seus objetivos, ande em direção à satisfação das suas necessidades, mergulhe naquilo que você tem como alvo de vida e faça aquilo que você encontra como direção de Deus para sua vida. Vá, minha filha, eu te abençôo, eu confio em ti, eu acredito no seu potencial, eu abraço a tua causa e ainda que eu não vá lado a lado com você, saiba que em espírito estou com você; estou com você em oração pedindo a Deus que a abençoe. Era isso que Rute transmitia à sua nora.
Podemos nem pensar o quanto isso foi importante na vida de Rute, mas foi. E teve um papel relevante. Na vida temos a necessidade de encontrar pessoas que abracem a nossa causa; pessoas que digam VÁ EM FRENTE, pois precisamos entender que a benção de Deus também vem através daquelas relações que estabelecemos ao longo da vida. Deus se manifesta também através das relações que construímos ao longo das nossas caminhadas e delas necessitamos ouvir: VAI, MEU FILHO, MINHA FILHA. E além da necessidade ouvir palavras de encorajamento reflita também na possibilidade urgente de que você também tem que ter esse papel de abençoador.
Certamente eu teria mais uma infinidade de coisas a falar sobre esse assunto, mas isso aqui é um blog e não um livro. Mas creio que o princípio de Deus foi passado. E Deus pela sua misericórdia fará essa palavra frutificar em seu coração e que sua vida seja abençoada em nome daquele tem o nome acima de todos: Jesus Cristo.
Jahilton Magno
São Luis,
23.12.09

É NATAL!!!!!!


No íntimo, toma conta dentro em nós um sentimento de paz,
Uma alegria indizível e uma esperança terna se manifestam.
Os olhos se erguem aos céus numa oração silenciosa, mas fervorosa.
Os sonhos se revigoram e se renovam,
As dores, ah as dores, tão fortes, tão marcantes,
Às vezes tão reais, tão recentes,
Parecem desaparecer, como se fossem névoa que somem diante dos reflexos do sol.
Sorrisos perdidos, tristezas vividas, mágoas guardadas
Esvaem-se – ainda que momentaneamente.
É natal!
O mundo muda, o ambiente muda.
O cheiro da manhã não é o mesmo dos outros dias do ano.
A noite se ornamente de uma felicidade divina.
As nuvens sorriem, como que esquecendo tudo que existe de mal no mundo!
É natal.
Por alguns instantes, o mundo não é o mesmo mundo!
As pessoas não são as mesmas pessoas!
Portanto, nesse ensejo tão ímpar, e tão desprovido dos males da vida,
Ornamenta-te ainda mais do amor de Deus,
Do perdão divino.
Cobre-te da ternura e do valor que esse dia representa.
Ame acima de tudo, mas ame com verdade, com sinceridade,
Com intensidade, desprovido de qualquer intenção de reciprocidade.
Sonhe, mas sonhe com extensão, na busca de vitórias.
È natal.
Portanto, lembre-se de que este momento é apenas um em todo o ano,
Mas que existem todos os outros 364 dias do restante dele
Para que você pratique isso.
É natal, e como tal, seja pelo menos nesse dia alguém ainda melhor do que aquilo
Que você já conceitua sobre você mesmo...
Porque é natal...

Em Cristo, que nos leva a refletir não somente nesse dias mas em todos os outros do ano.

Jahilton Magno

São Luís, 23.12.08

O DESCANSO COMO REMÉDIO PARA A ALMA


Hoje acordei bem mais cedo que o normal. Liguei a televisão e uma notícia me deixou muito reflexivo: uma mãe, após deixar a filha mais velha na escola, acabou esquecendo-se da mais nova dentro do carro, o que ocasionou na morte da criança.
Fato curioso é que a mudança da rotina diária seria uma das causas do ocorrido. Ela, mãe de família, trabalhava fora, era gerente em uma empresa. Um psicólogo entrevistado chegou a dizer que a competitividade da vida, da luta entre ter que ser mãe e profissional, também acarretou em tudo que veio a acontecer.
Não é de nos causar estranheza, que em nossos dias vivemos uma velocidade de rotina desenfreada, em quase tudo o que estamos fazendo. Trabalhar durante  o dia, estudar à noite, ou o contrário. A vida, o corre-corre, as muitas tarefas, o bulício das nossas responsabilidades, a loucura sob a qual estamos subjugados, em função da competitividade da vida, a obsessão em ter, todas essas coisas levam- nos a uma correria adoecedora. Toda essa conjuntura leva-me mais uma vez ao Mestre dos mestres em viver uma vida sadia: Jesus Cristo. Em meio às lutas, às pressões da vida, aos afazeres diários, às responsabilidades sociais, ministeriais, em meio às duras batalhas na busca do cumprimento do desejo do Pai, cuidando até mesmo de atitudes infantis dos seus discípulos, Ele nunca perdeu a consciência da sanidade do descanso. Sim, não perdeu esse princípio.
O turbilhão cotidiano das nossas vivências individuais pode nos roubar esse refrigério tão necessário e sadio à alma que é o DESCANSO. Deus fez o mundo em sete dias, diz a Bíblia, e ao oitavo descansou. Isso é principio. Lição que o empresário de hoje, o médico, o trabalhador informal, a dona de casa, o estudante têm perdido ao longo de suas caminhadas para cumprir horários, honrar compromissos, alcançar objetivos.
Descansar é manter a sanidade em meio a quaisquer que sejam as truculentas batalhas que tenhamos que travar na vida. Descansar é aprender de Deus que a única coisa que o trabalho não intermitente causa é doença, é enfermidade no corpo, na psique; o que causa é esquecimento da manutenção dos laços afetivos que se tem; o que causa é o afastamento das doçuras da vida como um abraço carinhoso e amoroso na esposa, no filho, num parente querido; o que causa é um distanciamento da capacidade de sentir o que é tão simples, mas ao mesmo tempo tão delicioso ao coração. O trabalho ininterrupto, o descuido em deixar de valorizar uma parada como algo obrigatório para o próprio percurso da vida, não estabelece raízes na paz, no conforto da alma, na serenidade do coração.
Jesus deixou essas lições em todos os evangelhos, quando, mesmo tendo que atender a todos os aflitos, não deixou de atender a sua própria alma; tendo que ministrar a todos, não deixou de ministrar a si mesmo, estando ao lado do Pai, em oração, em descanso contemplativo da presença de Deus, em solitude que revigora a alma e serve como princípio para se viver sem as doenças do stress de hoje causado pelo corre da vida.
Reflita nisso.

Em Cristo, que ensina que trabalho e descanso devem trazer equilíbrio a alma.

19.11.2009

Jahilton Magno

FUGIR AO NORMAL É SABIO



Andei lendo sobre a sabedoria de Salomão e investigando um pouco sobre seus pensamentos. E o livro de Eclesiastes nos deixa muitos ensinamentos, levando-nos a refletir sobre a vida e sobre o tempo e o que construímos ao longo dela.
Inicialmente poderíamos entender a vida como tediosa e sem sentido, porque segundo as afirmações de Salomão tudo que se faz na vida é vão. E não precisa ser muito sábio para concordar com as suas assertivas. O que mais o intrigava era o fim de todas as coisas, não somente o fim delas, mas a forma como o desenrolar da vida leva inevitável e imutavelmente para um fim lógico e desenhado. O círculo da vida causou em Salomão um sentimento de apatia, porque essa é a conseqüência quando olhamos para a vida e a entendemos apenas assim: como algo totalmente lógico e óbvio, no que diz respeito ao fim das coisas.
Salomão instaurou um estudo sobre a vida e chegou à conclusão que tudo é como correr atrás do vento. Que não há nada de novo e que tudo que existe já existiu. A leitura do livro poderia nos deixar desanimados a respeito das nossas lutas, dos nossos sonhos, dos nossos anseios, dos nossos projetos, pois ele afirma que tudo isso é correr atrás de vento. Mas há um ponto no livro que é muito interessante em que ele traz à luz um novo ensinamento sobre todas essas construções, todos esses sonhos, e todas as empreitadas da vida: elas só terão sentido se forem fundamentadas em Deus. Por isso ele admoesta: lembra-te do teu criador.
Lembrar-me de Deus é entender a vida não como algo lógico e óbvio demais, a ponto de deixar de compreender que o cosmos, e toda a natureza, e todos os fatos ao meu redor conspiram para a compreensão de que Ele está no controle. Lembrar-me de Deus é não aceitar a logicidade dos fatos, e encarar a vida como algo sempre novo a ser descoberto. Lembrar-me de Deus é não aceitar a manutenção daquilo que está desenhado até mesmo pelas histórias que foram construídas ao longo das vivências humanas, e não perpetuá-las em minha vida, sabendo que existe algo fora do óbvio construído em Deus para que eu viva.
Entender que os rios correm para o mar e o mar nunca se enche e que isso não muda ensina-me que a vida é realmente cíclica, mas não afirma que é a mesma água que corre para lá todos os dias. E assim como  aprendo isso, também tenho que ter a capacidade de discernir que não são os mesmos os dias do ano, que cada momento em minha vida é diferente e pode ser ainda mais; que cada experiência é a oportunidade de aprendizado e que tenho que entender que a pedagogia de Deus está para mim assim como o céu está para as estrelas.
Mas se em todo o percurso da minha existência eu apenas perceber esse ininterrupto ciclo como algo que não vai mudar, apenas estarei fadado a nunca descobrir o propósito de Deus, até porque também sair do óbvio não é fácil, não é aceitável facilmente e sempre será desconfortante porque estará mexendo com as minhas mais intrínsecas volições e desejos, e muito ainda mais com o meu ego, mostrando-me também desafios.
Portanto saibamos encontrar equilíbrio para sair da lógica da vida e encontremos verdadeiramente sentido em Deus, que nos ensinará que tudo o que fizermos vai ter sentido e não estaremos correndo atrás do vento.

Em Cristo Jesus, que me mostra que viver é experimentar de Deus todos os dias

Jahilton Magno

São Luís, 17.11.09

VIOLÊNCIA COMO CONSEQUÊNCIA PSICOSSOCIAL, ECONÔMICA E TAMBÉM ESPIRITUAL


Derrubar helicópteros parece coisa de terrorismo no oriente médio. Ou mesmo lembra notícias que se seguem dia a dia em ambientes que estão tomados por guerras. E o que se está vendo no Rio de Janeiro é exatamente isso. Pior que ainda que esteja ocorrendo, um sentimento de descrença tem tomado o Brasil. Isso mesmo: não estamos acreditando nos fatos. A perplexidade dentro em nós chegou - creio - ao mais alto grau no que diz respeito a conceber práticas como as que estamos vendo esses dias dentro do nosso país.
O que pensávamos nunca ser uma atitude real da parte dos bandidos do tráfico, agora é uma realidade que deixou logo diretamente três oficiais mortos e um ferido. E estamos dentro do Brasil, e, como palco, a cidade que há alguns dias foi o foco das atenções do mundo pelo fato de ser a sede das Olimpíadas em 2016. A festa foi trocada pela desgraça, as cenas de dança, pelas de crianças, mulheres e adultos correndo em meio à troca de tiros entre policiais e traficantes. O caos tomou conta e à tona vem a total insegurança por que passa a Cidade Maravilhosa.
O desrespeito ao Estado é demonstração do desrespeito à vida. Não apenas desrespeito, mas um total enfrentamento a ele. Demonstra que ele já não é encarado pelos traficantes como um poder, que de fato tem que ser acatado, mas apenas como um adversário que inviabiliza as suas proposições. O Estado é encarado como intruso dentro do espaço do crime e que tem que ser banido, afastado, ou como no caso do helicóptero, abatido. Ele é alvo da criminalidade também.
Deve-se pensar também que tal atitude – agir diretamente contra o Estado – toma proporções nem imaginadas pelos bandidos, porque atrai para si um contingente maior de ações que, efetivas ou não – não nos cabe isso agora –, redundará em mais violência contra eles também. Derrubar o helicóptero foi um ato corajoso, ao mesmo tempo impensado e suicida. E há de se analisar até onde chegarão as inconseqüências praticadas pelos traficantes. Agir inconseqüentemente sempre foi uma dentre as muitas práticas do ser humano. O que se segue não é de desconhecimento dele próprio, o que se vê nos anais da história não é para causar estranhamento. Os volumes dedicados a isso perpetuam essas práticas não são para abismar mais a sociedade, pelo contrário, somente colocam-na de frente com o que há de mais podre no coração humano, com o que há de mais sórdido no caráter de um ser caído e carente de mudança e mudança de Deus.

O entregar-se as suas paixões, culmina em atos hediondos, em práticas assassinas, em atos suicidas. O retrato da violência do Rio, é o nosso retrato, é a nosso raio X, é uma tomografia computadorizada, que expõe de forma não camuflada o que somos. E se apontarmos o dedo, estaremos no mínimo sendo cínicos o suficiente para, com tal atitude, e co-participantes da marginalidade que assola nosso país.Somos co-participantes quando, como sociedade, compramos a droga vendida; co-participantes quando não denunciamos o traficante; somos co-participantes quando sustentamos o vício do drogado ao dar uma moeda para ele no sinal das avenidas; somos co-participantes quando elegemos políticos que não tomam atitudes apropriadas para o combate, através de leis serias, criações de presídios, aparelhamento das polícias; somos co-participantes quando, acima de tudo, como sociedade, deixamos de reconhecer que necessitamos de Deus para mudar o nosso interior; somos co-participantes quando não damos a Deus o controle de tudo e achamos que todo esse problema só é de ordem antropológica, educacional, sociológica, econômica, psicológica e nunca espiritual.

Enquanto nós como sociedade pensarmos assim, estaremos colhendo sempre em nossos canais essas notícias e elas são apenas um prenúncio de horrores maiores que infelizmente presenciaremos.
Em Cristo, que mostra que o ser humano é um complexo ser psicossocial e também espiritual.
Jahilton Magno
21.10.09

COMO VOCE TEM ENFRENTADO AS CRISES?



Crise é uma palavra bem corriqueira em nossos dias. A pendularidade das bolsas mostra a sua incapacidade de ser estável. Notícias de demissão em massa afligem qualquer trabalhador nos dias de hoje. E embora se veja uma leve e aparente tranqüilidade no mercado agora, as dúvidas são sempre presentes e muito constantes. O que pensar sobre o futuro nesse clima de incertezas?

Verdadeiramente não é fácil encarar momentos assim. Abrangendo ainda mais partes da vida, não é fácil viver situações de incertezas em nenhuma circunstância. Mas o que fazer em momentos assim? Desesperar-se? Deixar o barco da vida ser levado pelo mar de conflitos e situações desconfortantes?

Desesperar-se talvez seja a mais buscada de todas as alternativas. Por quê? Porque é a que menos exige esforço. O desespero em si já está posto dentro em nós, apenas aguardando um momento de se mostrar. E a atitude que tenho no meio da crise é que vai determinar quem toma o leme do barco. Desesperar-se não exige trabalho mental, nem força interior, não exige sentimentos e atitudes dignas de um vencedor, pelo contrário é tão palpável como nossa própria estrutura física. Em meio à crise, ser desesperado é mostrar que não existem esperança nem atitude de mudança em relação ao futuro. É não observar oportunidades nas adversidades; é não refletir a situação e encará-la como sendo um momento totalmente singular de transformação do que eu chamo de amanhã. Mudar o amanhã tem, portanto, a ver como a minha atitude hoje.

Num momento delicado da vida, Jesus Cristo passou por uma situação extremamente desconfortante, talvez um dos mais difíceis. Ele orava no monte das oliveiras e frente ao horror de passar pela morte e morte de cruz, Ele disse: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo não seja feita a minha vontade, mas a tua.” Jesus estava diante do momento mais delicado e difícil, o que chamamos de crise hoje em dia. E o que ele fez? Foi orar e pedir a direção de Deus. Foi refletir, foi ficar sozinho em solitude, não em solidão. Foi reorganizar os objetivos, firmar os propósitos. A única chance de mudar a humanidade dando-lhe salvação estava em suas mãos e ainda que dentro em si Ele passasse a maior crise existencial, psicológica, humana, espiritual, não se desesperou. Trabalhou, orou, exigiu de si, concentrou-se na missão e não deixou a sua atitude ser mudada pelas circunstâncias.

A bíblia diz que Ele saiu daquele momento de pé. Sim, através dessa atitude, Jesus conseguiu vencer suas crises interiores e continuar focado no seu objetivo que era fazer a vontade de Deus o Pai. Não existe outra atitude mais saudável na vida que seguir os passos do mestre vencedor de crises. As crises financeiras podem ser a oportunidade de se levantar vôos mais altos, reorganizar a vida, reeditar novos planos, traçar novas estratégias.

Os ventos de problemas podem ser o momento para a oração e para a reflexão, para dobrar os joelhos e estar em solitude com Deus, na busca da força e da direção, a fim de que se possa tomar a atitude correta diante dos conturbados momentos que estejamos inseridos.
Reflita nisso e aja segundo o modelo que Jesus Cristo deixou.

Nele, que ensina que crise é a via da confiança no Pai.
Jahilton Magno
São Luís, 14.10.09

RETRATO DA ALMA


Escrevi porque tomei-me de uma dor tão funda.
E no branco do papel
Com o negro da pena, tão forte,
Escorreu-me o sentimento.
E a ausência, o tato não tido,
O olhar não visto, o abraço não sentido,
Fazem jorrar a tinta, tão forte.
O homem desmancha-se em palavras,
Em sílabas, em letras, em choro.
E como escorre a dor, escorre a alma,
Firma-se o sentimento numa lembrança profunda, tão forte.
Nem sei, sei que dói, é tão forte.
Misturam-se as convicções às dúvidas.
Um misto do querer e de não ter,
De um vazio de um sorriso especial.
A tinta que se esvai,
Junto com ela se me esvai o riso.
E se é poema, não o sei, sei que é o que é,
E é tão forte, e tão verdadeiro,
E tão real.
O branco, ah o branco, retrata-me o peito.
Não há um ombro,
Nem um toque, nem um olhar.
O meu... o meu voa na imensidão do tempo,
E debruça-se em cândido silêncio.
O pulsar do peito, tão forte,
Impulsiona a mão a marcar o branco.
Sem rima, sem vontade de agradar o crítico,
Apenas sendo o que é: retrato da alma.
Tinta, pena, papel branco, e uma dor tão forte,
Tão forte.


Jahilton Magno 04/04/08 em casa

DIA DAS CRIANÇAS: DIA DE SER ENSINADO


Não sei se neste dia (onde a maior parte dos adultos aproveita mais como apenas um feriado do que um dia especial e dedicado às crianças), teríamos muito que comemorar. Vivemos um momento extremamente perplexante no que diz respeito ao tratamento que se dá a criança hoje em dia e aos rotineiros casos de pedofilia e abuso a ela nas mais variadas formas de sua execução. Ultimamente, tem chegado ao conhecimento do mundo o que tem ocorrido na África, de como lideres religiosos têm tratado crianças de bruxas e feito com elas horríveis e inexplicáveis maus tratos, e tudo em nome de Deus.

Hoje é dia das crianças, é o dia delas e para elas, mas uma tristeza muito grande invade meu coração quando percebo em torno de mim fatos de uma sociedade mundialmente doente na qual ela está inserida. Os pais estão doentes, existem professores doentes, médicos doentes, advogados doentes, políticos doentes, que não conseguem discernir em seus atos o que é certo e o que é errado. A doença instalada nessa sociedade me faz temer o futuro das crianças, que crescerão também doentes, com sua formação psicossocial, emocional, e familiar totalmente comprometida.

Sem deixar de falar na parte espiritual, porque de fato isso também elas são: corpo, alma e espírito. O corpo esta sendo vilipendiado de forma horrorosa, bárbara, demonstrando o que de mais negro e triste existe na alma humana. A alma das crianças vem sendo dilacerada sem ressentimento, e com requintes de crueldade. Estão lhe roubando a oportunidade da felicidade mesmo no presente e o que é mais triste, comprometendo de fato o que poderia ser um futuro. O presente já não tem mais presente, já não tem mais alegria. O prazer da descoberta do natural e do que lhe é tão necessário à vida e a sua formação (como a alegria das amizades, o prazer de conhecer um cinema, o sorriso de estar na praia, o brilho dos olhos pela descoberta de uma leitura, ou mesmo a felicidade de comemorar mais um aniversário ao lado de familiares e amigos que tanto ama), foi imposta e violentamente trocado pelo abuso sexual, pelas feridas no íntimo, pelas cicatrizes talvez, em muitos casos, irremediáveis e inesquecíveis.

Onde existia inocência, agora existe possibilidade de satisfação sexual pela parte dos adultos. Onde existia pudor, agora revelam-se atos criminosos de forma humilhante e muitas vezes quase inconcebíveis por parte de quem assiste, ou está participando e sofrendo direta ou indiretamente. É nessa conjuntura que estamos comemorando o DIA DAS CRIANÇAS. É verdade que todos os dias têm sido delas. Mas como eles também têm sido tão duramente vias de expressão do horror vivido por esses seres tão inofensivos e incontestavelmente necessários à vida! Não somente porque o são em relação à perpetuação da raça humana, mas porque sem elas a vida perde a beleza, pais não tem sentido de viver, mães não terão alegria para continuar a caminhada e a sociedade seria castrada do seu convívio benéfico à alma adulta e ao equilíbrio do mundo.

No DIA DAS CRIANÇAS, diante de tantos fatos hediondos, fico a pensar em como Deus observa tudo, de como o ser humano, com a sua liberdade para livre arbitrar seus atos é capaz de tão grandes atrocidades. Observo o dia das crianças, como uma chance oportuna de refletir os atos do homem na construção da sua própria história, ou talvez na desconstrução da mesma. Interpreto essa data como a chance ímpar da sociedade repensar sua atitude como parte importante nesse processo de modificação dessa realidade. Olho para essa momento, como uma imperativa necessidade de se observar para o alto, para o Senhor e ver nEle a atitude correta em relação às crianças, quando, pela Sua atitude de tê-las consigo mesmo, ensinou: DEIXEM VIR A MIM AS CRIANÇINHAS PORQUE DELAS É O REINO DOS CÉUS. Ou em outra oportunidade ensinou que para entrar no reino de Deus era necessário TORNAR-SE COMO CRIANÇAS. Sim, igual às crianças: inocentes, puras, ensináveis, característica esta última, que o ser humano tem por demasia.

Ser ensinável neste DIA DAS CRIANÇAS seria um imperativo de Deus à toda a sociedade, que necessita aprender dEle como se trata um ser tão lindo, tão necessário, e acima de tudo um ser que é gerado à imagem e semelhança do Criador, e que, de forma tão desrespeitosa e vil, está sendo tratada por nós os adultos.

Ser ensinável seria o melhor presente para dar hoje às crianças, às nossas crianças. Ser ensinado por elas. Ser ensinado que quando se gosta, gosta-se de verdade, e quando não se gosta não é capaz de um ato em maldade. Ser ensina que quando se sorri, sorri-se com propriedade, inteireza e verdade, não com diplomacia para agradar. Ser ensinado que o amanhã nem tanto importa, porque se o hoje não ensinar que tem que haver amor em atitude, não basta querer e sonhar amanhã. Ser ensinado por elas, que o abraço é a chance de demonstrar afeto e o que com ele vem é um ato de confiança incontestável e inabalável. Ser ensinado que o fato de correr aos nossos braços demonstra saudade e necessidade mesmo que se tenha saído de perto há tão pouco tempo. Ser ensinado que ainda que pensem e falem o contrário do que somos, o coração a nós é dedicado como um monumento erigido a alguém correto e íntegro. Ser ensinado que apesar das mais tortuosas e camufladas corrupções em nossa alma e caráter, isso não lhes impede de nos amar e a nós confiar a própria vida. Ser ensinado que a aproximação com sorriso no rosto e nos olhos é um ato de pura singeleza e desprovido de sentimento de barganha.

Este dia é para isso. Para lhes dar o presente que todos os dias, ininterruptamente elas mesmas nos dão e nos mostram como fazê-lo.

Reflita nisso.

Em Cristo, que ensina que é preciso aprender com Ele e com as crianças como mudar.

São Luís, 12.10.09

A VITÓRIA COMO PONTO DE REFLEXÃO E REAFIRMAÇÃO DE COMPROMISSO



“ASSIM FEZ JOSUÉ NAQUELE DIA UMA ALIANÇA COM O POVO, E ALI EM SIQUÉM LHES DEU ESTATUTOS E LEIS”. Josué 24.25



Após o cumprimento da promessa de Deus entre o povo de Israel, ou seja, a tomada da terra prometida, Canaã, e a divisão da terra para cada uma das tribos, Josué conclama o povo para a renovação da aliança que tinham feito com Deus. Nesse momento, Josué lembra o povo dos fatos históricos que sucederam desde o momento da saída do Egito até aquele exato momento. Recorda-os das lutas, das batalhas, do cumprimento da promessa de Deus, dos atos do Senhor durante a peregrinação no deserto, das vitórias nas lutas. Lembra-os do voto que fizeram em servir o Senhor e da necessidade da perseverança.

Josué tem uma atitude de alguém que conseguiu crescer em e através dos atos de Deus na sua própria historia. Ele, mesmo nesse momento de aparente tranqüilidade, nessa conjuntura de vitória e de sucesso, de êxito, não se esqueceu de que o alcance de um objetivo não é o fim em si. Congregou o povo para uma reflexão, para uma análise do que se passou durante todo o tempo da batalha e das lutas travadas no campo da vida e cobrou-lhes uma nova aliança com Deus.

É fácil, quando nos encontramos em situações de aparente frescor, de brisa e acomodarmo-nos, quando na verdade deveríamos estar fazendo avaliações. Quando os nossos olhos estão focados totalmente nas vitórias, repentinamente podemos correr o risco de deixar de perceber que a vitória não é o fim. Os aplausos, as festas, os fogos de artifícios, a bonança (e isso é totalmente normal dentro desse processo, pois o próprio Jesus alegrou-se com discípulos e com eles teve momentos de alegria e descontração) não podem ser sombra sobre os objetivos. Enquanto a vida não termina, qualquer que seja a vitória alcançada em qualquer área da vida é simplesmente uma parte do processo.

Josué não se deixou levar pelo sentimento de oba-oba que verdadeiramente poderia se instalar sobre o povo de Israel, mas encarou o momento de celebração das vitórias como sendo a oportunidade de olhar para frente, fixar novas metas e restabelecer compromissos. Na vida, temos que ter essa atitude, não caindo na armadilha do engano de que finda uma luta findam-se os compromissos. Não: finda-se uma luta, iniciam-se novas etapas e novos compromissos, reerguem-se novos objetivos, reafirmam-se novas alianças.

Josué fez outra coisa maravilhosa: deu ao povo novos estatutos e novas alianças. O povo não tinha aliança nem estatuto? O povo não tinha compromisso? O povo não tinha leis a serem seguidas? Sim o povo de Israel tinha. E a prova de que tinha era a certeza das conseqüentes vitórias que conquistaram ao longo da peregrinação. Chegar àquele momento é a prova de que tinham sim estatutos. Mas Josué deu novos estatutos e alianças. Isso porque o nosso compromisso deve ser renovar dia após dia, vitória após vitória. Melhoras têm que ser feitas, escaladas tem que ser conquistadas e a vitória de hoje não me pode cegar a ponto de perder a consciência de que ainda não terminou a caminhada da vida. E é em Siquém que isso se estabelece.

Siquém foi o primeiro local que Abraão visitou na Palestina (Gn 12:6-7). A pedagogia de Deus é tremenda. Josué estabelece uma nova aliança em Siquém. Lá onde tudo começou, onde Abraão recebeu uma promessa de parte de Deus. É o início, é o primeiro passo, é ponto de partida em busca... É o começo. Sim, isso mesmo que o Senhor fez com Josué e com o povo de Israel. Levou-os a recordar o berço de tudo, o nascedouro da fé, a incubadora que gera vida e acima de tudo, leva-os a saber quem fez a promessa.

Deus não escolheu Siquém por acaso, mas para levar o povo de Israel a dar valor ao passado, e saber que o passado tem significado permanente em nosso presente e que também esquecido ou lembrado pode comprometer o nosso futuro. Deus quer que possamos voltar ao nosso Siquém, onde foi que tudo começou, onde a promessa foi feita, onde o primeiro altar foi erguido em nossas vidas. Onde é o seu Siquém, onde é o teu inicio. Lembremos das palavras do próprio Jesus em apocalipse: Lembra-te de onde caíste... Pratica as primeira obras. A importância de se dar valor à lembrança, do significado que deve ter o passado em nossas vidas. O presente – o compromisso refeito com Deus – e o passado – a memória do Siquém – se fundem no momento do reconhecimento que desde lá até aqui, tem nos conduzido o Senhor.

São verdades bem atuais, que servem para minha e para a sua vida. Reflitamos, pois.

Em Cristo, que me ensina que a vitória é momento de reflexão e de reafirmação de compromisso.

Jahilton Magno

São Luís, 09.10.09

POR QUE DEMORA PARA A BENÇÃO DE DEUS SE CUMPRIR


“E agora eis que o SENHOR me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e agora
eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos...” Josué 14.10.

Você já teve a sensação de que o relógio de Deus já se atrasou em relação a alguma necessidade sua? Você já foi enchido o coração pelo sentimento de que alguma coisa interrompeu a benção de Deus de lhe alcançar? Já dormiu e acordou com a sensação de que Deus esqueceu você dentro das trincheiras da luta, quase definhando e morrendo? Já se sentiu esmagado e abandonado em meio à conturbadas situações da vida?
Talvez você esteja vivendo exatamente alguma dessas situações aqui colocadas. E no meio dessas conjunturas extremamente desafiantes e muita das vezes massacrantes somos tomados de um sentimento de questionamento em relação à promessa e à palavra de Deus a nós dirigidas. E o que fazer?
Calebe viveu uma situação que eu diria muito mais complicada do que qualquer uma por nós vivida. Num dado momento da história, aos quarenta anos, está diante da realização de um sonho, sonho este que ele perseguiu com toda a força do seu corpo, com toda a inteireza do seu coração e com toda a sua alma, arriscando-se em lutas. Porém, quando está diante da realização, Deus diz que ainda não é o momento. E então, o que fazer? Depois de tanta luta e de tanta paciência, depois de deixar tanto de si no deserto por onde por vários anos andou, depara-se com uma palavra de Deus que lhe diz “Josué, meu filho ainda não é o tempo, ainda não é o momento das coisas acontecerem, ainda não é o momento da minha promessa se cumprir na tua vida”. O que fazer diante dessa situação?
Calebe continuou a sua caminhada e mostra-nos que a confiança em Deus é o princípio de uma vida de paz e felicidade. Confiança é ter consciência de que Deus sabe o que faz, como faz e quando faz. É aprender que, quando pensamos estar diante daquilo que achamos que é a solução e o fim, recebemos uma palavra divina mostrando-nos que o nosso tempo não é o tempo. Essa confiança o levou à perseverança, porque em momentos calamitosos o que faz a diferença é ter tranqüilidade para administrar a situação e lembrar que promessa foi feita e por quem foi feita. A bíblia diz que Deus não é homem e nem filho do homem para que se arrependa. O que disse é o que está dito e isso vai se cumprir possa demorar o tempo que for necessário, porque na pedagogia de Deus o que vale não é o tempo até que chegue ao cumprimento da promessa, mas o que se aprende durante o processo da caminhada de execução dela.
Temos que aprender com Calebe que nós fazemos parte do processo de execução da benção de Deus em nossas vidas. O tempo não importa a menos que durante ele sejamos ensinados. Deus quer agir a partir de nós. Isso muda a perspectiva quanto ao que queremos construir em nós mesmos, em nossa família, em nossa, igreja, em nossa sociedade. A visão toma outro rumo, a forma como nos relacionamos com os fatos da vida e os ecos que podem reverberar em nós terão outro sentido e serão interpretados como Deus quer que os interpretemos e a nossa atitude em relação à vida refletirá atos de uma pessoa que está amadurecendo em Deus. Esse é o desejo dEle para cada um de nós: o crescimento, o amadurecimento, a atitude certa em ocasiões que a vida nos exigir tal comportamento.
Foi isso que Deus fez com Calebe e com Josué. Calebe lembra: “tinha quarenta anos (vs 7)”. Quando recebe o cumprimento dessa mesma promessa, afirma: “e já agora tenho oitenta e cinco anos de idade (vs 10)”. Foram quarenta e cinco anos de espera, de
ensinamentos, de aprendizagem do que significa confiar em Deus e perseverar em segui-Lo. Calebe passou mais tempo na perseverança do que os próprios anos que tinha vivido quando recebeu a promessa. E em alguns momentos lamentamos porque
temos esperado uns dias, uns meses, ou talvez uns anos diante de uma situação que ainda não temos encontrado solução de Deus.
Calebe é a prova do ensinamento de que a promessa e a perseverança nos mantém vivos na batalha. Calebe expõe: “ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é ainda é agora, para a guerra, para sair e para entrar (vs 11). A força não se esgotou em meio às lutas, a força não se esgotou em meio às orações, a força não se esgotou quando perdeu uma batalha diante da cidade de Ai, por exemplo. Enfim, as forças não findaram em meio ao tempo ainda não cumprido de Deus. Deus ensina que a benção não está no fim, mas no processo e que ela se constrói na conjuntura em que se está inserido; nele estão as vias que conduzirão à paz, ao cumprimento de uma
caminhada árdua, porém recompensadora.
Entre os quarenta e os oitenta e cinco anos está o estabelecimento de um caráter trabalhado, de um homem polido, de um guerreiro calejado, de um ser que viu a glória de Deus sendo manifesta principalmente na demonstração do Seu caráter, sendo fiel, autêntico e cumpridor da sua promessa.
Aprendamos, portanto que:

1- O cumprimento da promessa de Deus
acontece no kairós (tempo de Deus).
2- Somos parte intrínseca do processo de
realização do propósito de Deus.
3- A promessa juntando-se à perseverança resulta na renovação do homem interior que não tomba diante das lutas, mas redireciona-se sempre em busca do cumprimento do propósito de Deus.

NaquEle, em quem recordar é ser consciente da ação salvadora na minha vida.

Jahilton Magno
São Luís, 07.10.09

ESTUDOS MOSTRAM QUE ORAÇÃO AJUDA NA CURA


Segundo o médico americano Harold Koeni, do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, ao fazer orações, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças, o que ajuda na cura.

A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao orar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao orar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.

Fonte: Diário de São Paulo

OS ATOS DE DEUS NA MINHA HISTÓRIA


Quando Josué, liderando o povo de Israel, estava prestes a entrar na terra prometida por Deus, Canaã, viveu mais uma das muitas experiências que teve ao longo da sua caminhada de vida. A nação estava bem diante da realização de um sonho, frente a um momento histórico e ao cumprimento da palavra de Deus dirigida a eles. Mais uma vez teriam a oportunidade de presenciar um milagre: as águas do Jordão iriam ser interrompidas para que o propósito de Deus se cumprisse. E o povo iria passar no meio do rio, mais uma vez demonstrando Deus o Seu poder sobre a sua criação, a natureza criada pela sua palavra.

No entanto, o mais importante neste fato de imensa grandeza do poder de Deus, não é o milagre em si, mas a obediência de Josué e o estabelecimento de um valor que deveria ser perpetuado e ensinado às gerações que se seguiriam após ele.

Temos a imensa facilidade de valorizar e focalizar o milagre o extraordinário, o sobrenatural de Deus, sem perceber que tudo isso em si somente faz parte da pedagogia divina no processo de nos ensinar o seu caminho correto para nossas vidas.

O que Deus queria ensinar ao povo de Israel não era tão somente que Ele era poderoso (como de fato o é), mas dar-lhes a entender que a sua promessa feita seria cumprida, e cumprindo-a era necessário aprender as lições que seriam ensinadas durante o processo.

O povo deveria pegar as pedras – exatamente 12 – e erigir um memorial perpétuo para si e para as próximas gerações. Deus não estava no memorial, não estava nas pedras, mas Ele queria ensinar que a Sua palavra era para ser lembrada e que todos os Seus atos na história do povo de Israel não eram em si um fim, mas um processo pedagógico dos Seus princípios. E que todos eles deveriam ser perpetuados à outras gerações.

Pergunto-me: de onde eu vim? Sim, de onde eu vim? De qual Egito Deus me tirou? De qual escravidão me libertou? Lembrar-me dos atos do Senhor na minha história é ter plena consciência e conhecimento processo pedagógico divino em minha vida; é erguer um memorial perpétuo que me leve sempre a uma atitude de adoração ao Deus da minha salvação; é compreender a ação divina a meu favor. E não apenas isso: perpetuar a pedagogia a mim ensinada para as gerações que me seguirão.

Essa relato bíblico também nos ensina que é fundamentalmente importante trazer na vida as provas e marcas da ação de Deus no passado como certeza da presença de Deus. Isso traz e constrói o memorial; é a composição, são as pedras que inegavelmente darão testemunho da ação de Deus. Em lamentações de Jeremias o profeta diz: “Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”. A importância da recordação na vida do profeta é de fundamental importância. Num momento de muita desolação ele lembrou e recordou das misericórdias de Deus.

O memorial tem esse papel. Hoje Jesus Cristo quer construir um memorial em nosso coração que nunca esqueça dos Seus atos e faça também um eco nas gerações que seguirão após a nossa. O que estamos construindo como memorial para a geração que virá? O que a minha vida vai deixar de ensinamento e lembrança da ação de Deus?

Reflita nisso.

Em Cristo, em quem recordar é ser consciente da ação salvadora na minha vida.

Jahilton Magno

São Luís, 25.09.09

SEGURO PELAS RAIZES


O feriadão foi de uma correria só. Embora tudo, sobrou-me tempo para ir à cidade de Morros, mais ou menos a uns 100 km de São Luís. Lá tive a oportunidade de conhecer Pedra Grande, uma linda parte do Rio Una, bastante arborizado, local , graças a Deus, preservado da devastação e da poluição; um verdadeiro paraíso ambiental.

A água do rio corre entre as pedras, e a temperatura dela é de causar um conforto tão grande. De quando em vez, os pássaros surgem para dar um retoque de maior beleza ao quadro que se pinta com tanta glória de Deus.

Tudo é tão maravilhoso. O vento que corre é tão gostoso, e a paz que nos toma nos faz esquecer do corre-corre da vida. Jesus disse que basta a cada dia o seu próprio mal. Os dias são assim cheios desse mal da luta, da concorrência, da labuta pela própria vida. E por lá pela beira do rio, com as águas correndo entre as minhas pernas, eu provei do sossego e da terapia que me estava fazendo aquele lugar. Ia me esquecendo do mal diário.

Chamou-me a atenção uma árvore que estava do outro lado da margem. Era uma árvore comum, com mais ou menos um cinco metros de altura. Aparentemente era normal. Mas aí, atentando – e detalhista como sou – percebi que ela estava inclinada quase quarenta graus na direção do rio. Observei mais atentamente e vi que nada a segurava, nem cipós que são tão normais segurarem árvores como aquela, quando elas estão caindo já mortas.

Mas aquela árvore, que naquele momento já era objeto de estudo, nela não havia nada aparentemente externo que a sustentasse naquela posição. E isso me intrigou. Mas o que a sustenta imóvel? – questionei-me. Concluí que suas raízes ainda a seguravam naquela posição e com vida.

Sim, eram as raízes que a firmavam; as suas raízes, além de sustentá-la, ainda lhe concediam vida. As suas raízes, embora a árvore não estivesse na posição normal, continuavam fazendo-a existir e cumprir seu papel dentro do processo a que, pela natureza, ela foi instituída. E servia para construção de ninhos de pássaros. Ou seja ele beneficiava todo o ecossistema.

O que isso tem a ver comigo e a ver contigo? Tudo. Absolutamente tudo. As nossas raízes vão determinar se ainda vamos ficar de pé ou não; as nossas raízes vão nos mostrar até que ponto poderemos suportar as tantas porradas da vida sem cair; as raízes vão mostrar de que material verdadeiramente somos feitos; as nossas raízes vão mostrar até que ponto nossas relações estarão preparadas para suportar passar por crises.

Sim as nossas raízes vão nos mostrar que, em meio a toda essa floresta de turbulência que vivemos, o importante às vezes não é apenas ficar de pé, mas não cair. Se por acaso a vida me bateu de maneira forte, através dos tempos, o importante é que, mesmo inclinado, eu continue tendo vida, já que não é possível mais viver numa posição que antes estava. O importante é que não pareça, mas eu tenho que ser capaz de abençoar outras vidas e beneficiar todos quantos queiram e necessitam de mim, porque eu nasci para isso. Ninhos de vidas de pessoas podem usufruir da minha copa, dos meus galhos e das minhas folhas.

A árvore à beira daquele rio nos ensina que temos que aprender que a vida é mantida pela raiz, pela base, pela estrutura; que é necessário em muitos casos aprender a se adaptar para continuar vivo e desempenhar o papel a que se foi estabelecido.

Onde está tua raiz? Onde está a tua estrutura? Onde está o teu alicerce? A árvore – que é você – só se manterá firme e viva se a raiz estiver sustentando. Mas se a própria raiz não tem profundidade, certamente a árvore vai ceder e cair e morrer.

Minha raiz está em Cristo. Minha estrutura é Cristo. E ainda que eu possa ficar inclinado, impossibilitado de viver como antes, posso continuar vivo porque as minhas raízes vão estar firmes. É Assim que Ele me ensina.

Em Cristo, que me ensina as verdades até pela simplicidade da própria vida,

Jahilton Magno

São Luís, 11.09.09

QUANDO O MEU NORMAL SE TORNA ANORMAL


Na vida só percebemos algo bom quando temos a oportunidade de estabelecer uma comparação com algo ruim. E o contrário também é verdade. Vez por outra comparamos namoros, relacionamentos que já tivemos, escolas que estudamos, amigos que tivemos a oportunidade de ter ao longo da vida, lugares que tivemos a chance de conhecer. Enfim as comparações são sempre tão presentes e tão constantes. Estão diante de nós momento a momento e sempre vivemos experiências nas quais podemos estabelecer comparações.

A vida que levamos, os nossos padrões, as nossas filosofias, os nossos conceitos, tudo sempre está presente em nossas decisões, na nossa forma de ver e encarar a vida. Posto que a forma como andamos demonstra os nossos valores, externa as vias de regras que se nos conduzem, que alicerçam e fundamentam a nossa atitude em relação à vida.

E é interessante como é tão normal o que fazemos e o que praticamos, que dentro em nós não existe nada que sinalize que aquilo – a forma de viver e de fazer as coisas – está em desacordo com aquilo que Deus tem como padrão para nós. E ainda que exista resquícios de um direcionamento contrário ao nosso padrão vigente, parece que é apenas um assobio mínimo em meio ao barulho das correntes rápidas dos nossos afazeres.

Não tem um basta e nem um freio aos nossos velozes e constantes atos. Tudo vira a rotina da normalidade e não há sinalização de retorno e volta. Então a ida e velocidade que imprimimos à realização dos nossos desejos se perdem e não tem ponteiro que se nos mostre a que ritmos estamos. Porque o normal do nosso comportamento nunca será errado a menos que a nossa conduta seja confrontada com o normal de Deus.

O nosso normal, a que tanto estamos acostumados, é abraçado e multiplicado e perpetuado e cultuado com tanta naturalidade porque não temos outro padrão que se nos apresente. E quando não existe outro padrão, não há a possibilidade da comparação. Porque o que vai dentro do coração é único e absoluto e como tal, vai se externando na via da vida.

Porém, quando Deus nos mostra na corrida da vida que a velocidade que estamos imprimindo às nossas condutas erradas somente vai nos levar a perdas, aí o normal passa a ter outro conceito. Porque em Deus o que é normal começa a ser confrontado e para decepção do ser humano, geralmente condicionado suas atitudes são erradas.

O normal de Deus desfaz as nossas teorias; o normal de Deus contraria as nossas convicções; o normal de Deus é choque e crise para as nossas normalidades, às quais estamos tão umbilicalmente acostumados.

Quando Jesus se encontrou com o jovem rico que está descrito em Lucas capitulo 18, Ele o confrontou com a Sua normalidade. O jovem disse que fazia tudo certo e que seguia os mandamentos correta e fielmente. Então Jesus disse a ele pra vender tudo que tinha e repartir com os pobres e segui-lo. O jovem viu que era muito rico e ficou triste. O seu valor foi confrontado com o valor de Jesus. O seu normal (a importância que dava ao dinheiro e as posses) foi confrontado pelo normal de Deus que estava em outro patamar. E ele viu que o padrão de Jesus era muito mais elevado e diferente.

Em Deus, a riqueza não tem valor se ela é um obstáculo a servir a Ele; ela não tem valor se o amor está nela e esse amor impede que se tenha por Deus um amor que supere esse apego. Em Deus o que é valor só tem valor se é menor que o amor que se tem a Ele, se tem menor valor que o valor que dou ao Senhor.

Onde estão os teus valores? Na vida que você vive de fazer a sua própria vontade? O seu valor está em tentar viver como se não existissem os valores de Deus para sua vida? O seu normal de repente pode estar nesse momento sendo confrontado pelo normal de Deus e você está chegando à conclusão que está na hora de viver esse normal, tão anormal de ser visto hoje.

Reflita nisso e busque estabelecer comparação dos seus valores.

Em Cristo, que nos mostra um padrão eterno e com conseqüências eternas.

Jahilton Magno

São Luís, 28.08.09

O ARREPENDIMENTO PARA A VIDA


O vinho amargo das decisões erradas, certamente bebe-se sem o prazer da doce bebida. Vez por outra, as sombras dos erros nos envolvem, a roupa do não acerto quer nos agasalhar. À tona vem algumas circunstâncias que se queria apagar e a consciência é tomada por um surto de dores e lamentações.

É assim que o coração de quando em vez se defronta com algumas recordações de decisões que, se possível, mudar-se-ia. O choro da alma se junta a lágrimas tão concretas. O arrependimento – quando verdadeiramente existe – faz olhar para trás, na certeza de que deste momento em diante o que for necessário fazer para mudar o fim, certamente será feito.

Escorrem pela mente os fatos como se fosse o ontem, ou ainda há pouco. Tudo parece tão fresquinho na memória e uma tinta de sofrimento parece pintar o quadro do coração. A alma humana – quando chega a um dos mais altos graus da sua existência – vive esse dilema. Crescer é ter olhado para trás com responsabilidades e compromissos de mudar o presente, principalmente quando lá estão escritas páginas erradas. Mas nem sempre é saboroso provar isso.

A dor e raiva de si mesmo tomam o peito num colapso de busca da retidão. A vergonha e a síndrome de adão – esconder-se para fugir às responsabilidades e às conseqüências – tomam como um todo o ser. É hora de parar. Quisera se somente fosse a si – o causador – as dores. Mas todas as quebras de princípios não envolvem apenas quem quebra, mas sempre mais alguém sofre também, as vezes não tão intensamente, outras vezes tanto quanto.

A súplica para que fossem menos operantes as conseqüências do erro, que não se estendessem como uma doença contagiosa são tão fortes, mas ao mesmo tempo tão sem forças...E ver mais alguém sofrendo é mais dolorido ainda.

O homem está sujeito a isso, a menos que se queira esquivar da verdade do erro. Tentar alcançar um alvo e lançar a flecha. Essa é a nossa meta. Essa é a dor. Essa é a descoberta de si mesmo: não atingir o alvo desejado. Seguem-se e dor e a lamentação, e decepção e choro, a surpresa e a tristeza; seguem-se as conseqüências. O amargo da frustração.

Onde havia expectativa, agora um monte de escombros de uma certeza da incapacidade de se fazer o certo. A glória e a vanglória cedem lugar a uma cabeça baixa e temerosa, a uma lagrima dolorida e tênue.

É assim o descobrimento do errado, da certeza do quase atingimento do alvo. É também meio a isso, o crescimento da alma. Quando ela se revela desnuda diante com suas mentiras e decisões erradas. É assim o caminho para a sabedoria, para o equilíbrio, para a paz, para o avanço e a superação de etapas, meio a dor e ao choro. É quando a alma se encontra com a verdade ETERNA de DEUS, despindo-se das suas arrogâncias e falsas verdades, encontrando um parâmetro correto e um ensinamento equilibrado e justo. Tudo focado no SENHOR santo e justo, misericordioso e amoroso, fiel e presente, amigo e companheiro.

“Obrigado, Senhor, porque frente aos meus erros eu não corro o risco do suicídio como fuga do meu confronto comigo mesmo, mas encontro redirecionamento de vida em Jesus.”

Em Cristo, que nunca me diz que errar é o fim em si, mas o momento de mudar o fim.

Jahilton Magno

São Luís 26.09.09

A CONSPIRAÇÃO DE DEUS EM MEU FAVOR


Minuto a minuto têm-se a oportunidade de se observar as maravilhas de Deus. Embora, minuto a minuto tem-se também a chance de deixar de perceber esses fatos. Com a mesma proporção que deixamos de ver as bênçãos é a que Deus quer que as vejamos. Tudo é relativamente proporcional e facilmente compreensivo.

Dia e noite seguem sobre nós. Dia e noite seguem como um fluxo interminável de chances que se movem na nossa direção com o desejo de nos abrir os olhos para a compreensão e para o discernimento. A benção de Deus nos persegue interminavelmente. Ela nos caça com perseverança. Ela nos busca com incansável certeza e cheia de convicções. Ela se espalha e se derrama ate durante o sono. Sim, em momentos que nem imaginamos que ela possa nos alcançar. Mas na verdade ela já está sobre nós.

É como uma porta que se abre entre tantas portas. O certo está sempre diante de mim assim como o errado. O que é de Deus está sempre ao meu alcance assim como o que não é. E eu vivo como se não percebesse, ou percebendo-o.

Há uma conspiração de Deus na ordem dos fatos que me empurram para a constatação do que seja dEle. Esses processos se me defrontam com tanta clareza e com tanta certeza, como real é o fato de eu respirar e saber que estou vivendo isso.

E existe uma tênue linha que pode me fazer e ficar ignorante sem que possa perceber essa verdade, diferenciando de uma possibilidade de acatar toda essas nuances como resultados de atitudes de Deus para que eu discirna a mão do Senhor. Avistar tudo isso e crer que do Senhor está vindo a mim, já me coloca numa outra situação e estado dentro do espaço e do tempo e dentro do propósito divino.

A perspectiva que vai me tomar a mente e o coração mudará radicalmente o rumo da minha vida. Minhas relações mudarão, minha ótica do que seja felicidade dá meia volta, minha visão de mundo se esvazia de suas certezas erradas e dá lugar a forma como Deus quer que eu veja; minhas expectativas acerca de futuro e de vida sofrerão grande impactos. A minha vida não será a mesma, porque simples e tão puramente eu comecei a enxergar que existe um fluxo da parte de Deus em direção à mim e a única coisa que Ele espera é que eu acredite nisso e O reconheça humildemente.

O dia, a noite, a madrugada, as horas, os minutos e os anos dão testemunho disso. Os fatos dão testemunho disso, desse mover ininterrupto dessa busca de Deus pelo meu coração. As palavras ditas a seu tempo, as pessoas que Ele utiliza dentro do Seu processo, tudo conspira a favor de Deus em busca do meu coração. Um fluxo e refluxo incessante na minha direção simplesmente porque Ele simplesmente assim o quis, e achou que em mim poderia ser criado alguém melhor, alguém mudado, alguém transformado, alguém que aceitaria entregar o seu coração.

A cruz, o sacrifício, a dor, a doação de si, a paciência, a misericórdia e mais que tudo, o amor, todos conspiram como verdades de Deus em busca do meu coração, dando-se momento a momento, embora em muitas vezes eu não queira ver, não queira perceber. Porque tudo isso vem de Deus e independe de mim, mas existe e existe porque Ele me ama e me chama pelo meu nome.

“Deus, obrigado, meu Pai, por me amar. Por me amar independente do meu amor, independente de em muitos momentos não perceber que céus e terra e conspiram para que eu entenda que tu me amas. Ensina-me a entender os teus caminhos e abrir os meus olhos para cada benção do Senhor para minha vida”

Em Cristo, que momento a momento derrama bênçãos sobre nós.

Jahilton Magno

São Luís, 25.08.09

ANSIEDADE X PAZ


“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Filipenses 4.6-7

A inquietação é um dos grandes males da humanidade nos dias de hoje. As preocupações de toda ordem estão enfermando as pessoas. Problemas psicológicos estão causando enfermidades no corpo também. As pressões diárias a que se está sujeito estão adoecendo as pessoas nos dias de hoje. São inquietudes em função da necessidade de emprego, em função de uma vaga na universidade, em função de um namorado (a), de um esposo (a); em função de problemas financeiros; em função de quaisquer que sejam as conceituações que possamos definir.
É verdade que as inquietações confundem, desorientam, entristecem, desmotivam, e muitas das vezes nos fazem chorar. As inquietações roubam os direcionamentos que temos na vida. As inquietações nos machucam e na vida não são uma apenas, mas muitas as vezes que experimentamos tais intranqüilidades.
Mas o apóstolo Paulo nos ensina um caminho inverso às fugas que costumeiramente damos e mostra um remédio para uma sanidade física, mental e espiritual: oração. Fazer conhecidas diante de Deus pela oração e pela súplica as nossas inquietações. Estamos diante de uma escolha. Continuar a carregar o fardo pesado das inquietações que nos perturbam, ou simplesmente transferi-los para Deus, através da oração?
Orar torna-se o bálsamo de Deus em nossas almas muitas das vezes doentes. A oração é o refrigério para as inquietações que nos tomam o espírito. E a certeza de Paulo é tão grande em relação a isso que ele indica outro passo: com ações de graças. Ás ações de graças são a certeza da nossa fé em Deus. Porque podemos ter certeza de que independente se a razão daquela inquietação foi transformada ou não, eu já estou acreditando e descansando em Deus sobre o seu desenrolar. As ações de graça são a prova da minha fé. São a certeza da minha sanidade física, mental e espiritual. Agradecer em oração por aquilo que acabei de colocar diante de Deus significa crescimento e maturidade. Esse princípio me ensina que, embora eu ainda não veja nada como resolvido, que não veja nada como aparente resposta de Deus, ainda que eu não consiga ainda conceber em minha mente o desenrolar do que motiva as minhas inquietações, eu tenho a certeza que estou demonstrando fé e maturidade na minha caminhada com Cristo.
A verdade desse principio está para todas as pessoas, mas infelizmente nem todas as pessoas estão para essa verdade. Agora quem quer provar paz e sanidade na vida, tem que aprender a viver sob esse princípio da palavra. Quem quer deitar em paz e pegar no sono, sem se entregar ao álcool por causa de uma conta bancária que aparentemente não está resolvida, tem que aprender a estar com Deus em oração; quem não quer perder noites de sono por causa de uma porta de emprego que não se abriu ainda tem que aprender a descansar em Deus. A paz de Deus vai exceder o entendimento. Perguntaremos e as pessoas perguntarão e se questionarão e ninguém vai entender porque foge ao entendimento.
Dietrich Bonhoeffer, homem grandemente usado por Deus, antes da sua morte, colocou-se diante de Deus. Acompanhe Testemunho do médico do campo de concentração nazista Flossenburg:“Na manhã do dia 6 de abril de 1945, entre as 5 e as 6 horas, os prisioneiros [...] foram retirados de suas células e o julgamento do tribunal de guerra lhes foi comunicado. Pela porta entreaberta de um quarto, no acampamento, eu vi, antes que os condenados fossem despidos, o pastor Bonhoeffer de joelhos diante de seu Deus em uma intensa oração. A maneira perfeitamente submissa e certa de ser atendida com que esse homem extraordinariamente simpático orava me emocionou profundamente. No local da execução, ele orou novamente e depois subiu corajosamente os degraus do patíbulo. A sua morte ocorreu em alguns segundos. Em cinqüenta anos de prática, jamais vi um homem morrer tão completamente nas mãos de Deus.”
Ele descansou em Deus ainda em vida para descansar após a morte, pois soube aprender a orar e colocar sua inquietação eminentemente horrível – a morte – diante do Pai. Com isso a paz que excede o entendimento de qualquer um, até mesmo de quem vive a situação; vai transbordar a ponto de causar espanto e inexplicabilidade. A paz de Deus guardará o meu e o teu coração, os meus e os teu sentimentos em Cristo Jesus. Amém.
NaquEle que nos ensinou o caminho correto da oração,
Jahilton Magno
São Luis,
05.08.09

SOBRE O VERDADEIRO CRISTIANISMO O QUE ESPERAR?


Hoje, a sociedade olha e consegue perceber apenas uma tênue diferença que os separa dos evangélicos. E se hoje essa concepção se dá pelo fato de um estudo não muito minucioso da parte dela, o culpado somos nós os que nos autodenominamos evangélicos. O cristianismo que eles vêem em nós está longe de ser o que Jesus ensina em sua palavra. Essa pouca diferença que percebem entre eles e nós é pura verdade. Achar que não, é não observar o argueiro em nossos olhos; condená-los é farisaísmo. Não reconhecer a inércia da igreja é ignorar a falta de Jesus que existe dentro do nosso meio. Não a falta do Jesus histórico, mas de um Jesus vivo e presente, que muda e transforma caráter e que renova a vida de dia em dia na direção ao alto, ou seja, na busca de uma semelhança com Ele.
Tenho a ousadia de dizer que o que os evangélicos mais dizem de Jesus e vivem de Jesus está longe de ser o que na verdade Jesus é e prescreve como padrão do nosso viver aqui na terra.

Os jovens hoje se vangloriam de não ir a um marafolia, não viverem bebendo em bares, não irem a uma festa de da A ou B de forró e incham-se de que todos os sábados estão no culto da juventude e domingo tanto pela manhã na escola bíblica dominical, quanto a noite no culto de domingo. Alguns se justificam de dar o dízimo e contribuírem na obra.

Mas o cristianismo é muito mais que isso: não adianta eu não estar bebendo ou deixando de ir numa festa de forro ou de qualquer estilo e pegar a minha bíblia e botar debaixo do braço e ir para igreja regularmente, se, no entanto, eu não estou amando e respeitando minha esposa; se não consigo amar de verdade meus filhos, se não estou conseguindo tratar bem meus irmãos, e pais e amigos; se sou um cara que vive dando cheque sem fundo e enrolando o mundo todo.
Cristianismo é muito mais que fazer da igreja um clube onde bato o ponto todos os domingos como obrigação e revejo amigos que pensam como eu.

Cristianismo de verdade é quando diante de uma situação eu percebo que o certo de Deus é o certo que eu tenho que abraçar num momento de negócio, onde às vezes eu posso pensar que ninguém está vendo, e tentar levar vantagem, mas que no fundo eu tenho um censo de verdade e honestidade que só vem de Deus e que eu mesmo sozinho não teria. Cristianismo é o reflexo do poder transformador de Deus no homem e a formação do caráter de Cristo no mesmo.

Cristianismo é isso e muito mais; é deixar-se ser transformado por Jesus e buscar dia-a-dia uma semelhança com o seu caráter e seu comportamento onde num momento alguém me faça um mal e eu o perdoe independente de ele mudar ou não, ou de ele vir a mim reconhecendo que errou contra mim ou não; porque o cristianismo tem que nascer em mim, e não eu esperar que nasça no próximo, pois eu individualmente respondo pelos meus atos; se vai transformar o outro lado eu não tenho que me preocupar com isso.

Agora o fato de o perdão ser uma atitude minha, isso sim tem que acontecer, quando contrariamente a isso o mundo está dizendo que não existe perdão e que tem que ser olho por olho. Quando consigo observar que isso é o evangelho e que o evangelho não é uma troca com Deus, não é um negócio onde faço promessas, e em troca quero que Deus me dê um bom emprego, um carro do ano, uma casa nova com piscina, e etc. como se vê hoje.

Evangelho é andar com Deus; está além dessa compreensão e dessa cosmo-visão; andar com Jesus é um auto-negar-se dia-a-dia.
Com isso não quero dizer que evangelho é alienar-se do mundo; de maneira nenhuma, é andar nEle e compreendê-Lo, sabendo que a ele eu não pertenço , mas estou nele apenas como sal e luz do mundo.
O cristianismo de Jesus não é nem católico nem evangélico porque o cristianismo de Jesus não cabe em um nem em outro.

A palavra evangelho significa boas novas elas não cabem em moldes humanos. Não conseguiria conceber o cristianismo de Jesus dentro desses moldes? Ele caberia? Eu não teria dúvidas de que, se Jesus viesse hoje, ele seria crucificado novamente, porque quem o crucificou pensou que o Cristo vinha da forma como eles desenharam e quando ele extrapolou isso eles não entenderam e o crucificaram chamando-o de louco, herege e que suas obras eram de satanás.
Por fim, diria que, tenhamos a consciência buscada em Deus de conhecer um Cristo verdadeiro e um evangelho verdadeiro e autêntico, despido de legalismos e de falsos dogmas. Porque o cristianismo vivido hoje – não falo de todas as pessoas, pois no meio têm aqueles que o vivem de forma equilibrada e santa -, está longe e ele está insípido. Não estranhemos porque as pessoas não sintam desejo de estar nele. Quando Jesus andava no meio do povo, muitos o seguiam, certos que nem todos o obedeciam, mas uma quantidade enorme o amava e o adorava e o temia porque Ele era simples e humano, cheio de amor e de piedade, cheio de verdade e paixão pelas almas. Esse sim era o verdadeiro cristianismo.

NaquEle, em que o seu vinho é sempre demasiado novo demais para os odres da igreja,
Jahilton Magno
São Luis,
24.07.09

LEMBRANÇAS DA MINHA VÓ


Recordei-me na manhã de ontem da minha avó. E foi num momento de oração. Chorei bastante, derramei lágrimas e mais lágrimas e pedi perdão a Deus por alguns erros que cometi em relação a ela. Não necessariamente que eu a tenha ofendido, não. Pequei porque amei menos, porque escutei menos, porque me envolvi menos, porque segui menos o seu exemplo de santidade e de amor a Deus. Sua devoção e sua fé parecem-me que agora estão me marcando ainda mais e estão me fazendo refletir ainda mais sobre a minha própria vida e a minha própria existência como discípulo de Cristo. Isto porque o seu exemplo de oração e de fervor me são como um desafio vivo e próximo. Vi, testemunhei, experimentei essa companhia dias e dias e não os acompanhei mais ainda porque eu mesmo não fiz o que era correto que era seguir o seu exemplo.

Nos idos de 90 ela soube da notícia que estava com um tumor maligno (câncer) e o médico lhe disse que ela teria que sofrer uma intervenção cirúrgica. Na época eu ainda não tinha tomado a decisão de seguir Jesus. Pensei que isso lhe seria um golpe muito forte e abalar-lhe-ia a fé. Certamente que foi, mas sendo-o, em momento algum demonstrou. Pelo contrário, aquilo mais ainda a fez buscar ao seu Redentor, como ela gostava de dizer. Orou e jejuou bastante, buscou intensamente a face de Altíssimo. Sua fé se alicerçava ainda mais a cada dia que passava, e ainda que Deus não mudasse a sua situação, tinha ela entregue a sua causa diante do trono e nessa atitude descansava na certeza de que uma resposta o Pai lhe daria.

Certo é que, passado um tempo, foi fazer novo exame e para a surpresa do médico e sem explicação humana e científica, o tumor sumiu. A sua fé mais uma vez lhe fez vencer barreiras. Conto isso – e Deus sabe a sinceridade do meu coração – como alguém que presencialmente viu e testemunhou. Não escutei de outros, não li em jornal, não recebi um email, não fiquei sabendo pelo msn, ou por site de entretenimento ou notícias. Vi-o como fato.

Ela acordava todos os dias pelas madrugadas e ajoelhava-se aos pés da cama e cantando e chorando e orando e pedindo e intercedendo e louvando, entregava-se consciente e fervorosamente na busca de Deus. Seu Deus não era um Deus distante; seu Deus não era ausente e alheio a sua vida; seu Deus não era despreocupado. Seu Deus lhe recebia e enchia-lhe de uma certeza tão grande e fortalecia sua fé. Seus olhos eram voltados ao alto e sua consciência de eternidade era plena em suas atitudes. Sua piedade não era vestida de falsidade, nem da vontade de impressionar ninguém. Seu desejo pela palavra e seu prazer nela era algo que causava admiração. Minha Vó era ímpar no Reino de Deus, não porque ela assim o quisesse, mas porque aprendeu a viver a vontade do Pai.

O seu exemplo, o seu legado – não deixou nada escrito em palavras, pois ela mesma não era dotada de tanto saber. Lia tão pouco, mas sabia escrever o seu nome. Minha Vó era humilde. Era uma pessoa simples. Mãe de dois meninos e duas meninas. Criou-os com amor e amou-os até os últimos momentos da sua vida. Criou-me também e creio que por isso desde cedo intercedeu pela minha vida e pela minha família. Quando me converti ela exultou pela decisão, e louvou a Deus com tanto júbilo. Foi quando tentei aprender a orar com ela. Muitas vezes fui para a casa dela tentar aprender como se fazia. Ela passava tantas horas com Deus que isso me mexia. Em alguns momentos, na casa dela, ela me levantou pelas madrugadas para orar, e quando não demorava muito eu estava de joelho e dormindo, enquanto ela amanhecia o dia numa intimidade com seu Pai.

Hoje fico pensando em como minha Vó viveu para Deus, de como dedicou-lhe a única coisa que de mais valor tinha: sua vida. Ia à igreja com freqüência, mas não o fazia com legalismo, fazia-o com amor. Buscou a Deus durante todos os seus dias com a mesma intensidade e cada dia com mais fé, acreditando sempre na promessa de Deus. Recordo-me bem, como se hoje fosse, quando da primeira vez que teve um derrame e ficou sem falar e eu fui dormir com ela no hospital e quando lá cheguei, chorei muito. Aquela situação me tomou de um sentimento de dor e incapacidade enormes. Chorei e chorei e chorei. Eu já tinha aceitado Jesus, e como se quisesse ainda que ela provasse ainda alguma coisa para mim eu lhe perguntei: VÓ, A SENHORA AINDA ACREDITA NO SENHOR? E disse-lhe que, se sua resposta fosse sim, que ela apenas piscasse pra mim, já que não podia falar. Ela, mesmo naquele estado, não hesitou um segundo e piscou fortemente para mim e com a mão, do lado que não foi afetado pelo derrame, apertou a minha. Eu chorei novamente. Para falar a verdade eu não sabia o que fazia. Um turbilhão de emoções naquele momento me tomou.

Com sua atitude, piscando os olhos para mim, era como se ela respondesse: meu filho, por acaso é necessário eu estar bem para seguir meu Deus? Por acaso eu vou abandonar a minha fé no meu Redentor que vive, somente porque estou aqui nessa cama? Somente porque nesse momento eu não estou andando? Meu filho, esse corpo corruptível se corrompe, ele se desfaz, ele sofre derrame, ele sofre paralisia, ele desfalece, mas, meu neto e meu filho, o meu corpo interior, a minha alma, o meu interior, ela se renova dia a dia em Deus. O tempo está passando e a minha fé continua no meu Senhor. Jeová está ao meu lado e me assiste. Meu filho, entenda que a minha fé está no meu Deus e essa fé vem daqui de dentro, não vem de fora, não vem desse corpo, que sofre com o tempo. Eu já tenho mais de 60 anos, o meu tempo está chegando. Mas o meu interior continua novo e novo e novo. Meu Deus está comigo e me renovando. Aprenda, meu filho, aprenda a confiar no Nosso Deus, aprenda a andar com Deus, aprenda que andar com Deus é andar pastos verdejantes de descanso para alma, ainda que as circunstâncias não sejam nem um pouco favoráveis. Meu filho aprenda que a minha boca não fala e o meu corpo não se move, mas a minha fé esta de pé e falando dia a dia diante do Trono de Deus.

Minha Vó não tinha muita educação. Ela fez minha mãe professora. Ele fez este neto que aqui se derrama diante de você que lê esse texto agora, ser professor, formar-se em Letras. Minha Vó não deixou nada registrado em palavras, agora estou começando essa caminhada. Mas ela escreveu sua vida na minha vida e na vida de muitos que andaram com ela.

Obrigado, Vó pelo seu ensino de vida. Não foi ensino de palavras, mas de exemplo prático. Devo minha vida a você. Devo meu ministério a ti e vou fazer tudo que for possível para seguir o exemplo de fé e amor a Deus. Eu te amo e quantas vezes não disse isso. Que Deus saiba disso e vou lutar a luta que me esta proposta até o dia que nos encontrarmos novamente.

Deus abençoe todos os que ainda têm sua avó. E viva olhando para o alto, não para as circunstâncias que te cercam nesse momento.

NaquEle que renova a nossa fé de dia em dia.

Jahilton Magno

São Luis,

24.07.09

LEVOU-ME À SALA DO BANQUETE, E O SEU ESTANDARTE SOBRE MIM ERA O AMOR.’


‘LEVOU-ME À SALA DO BANQUETE, E O SEU ESTANDARTE SOBRE MIM ERA O AMOR.’ Cantares 2.4.

Quando me lembro de banquete, penso em muita comida, pessoas especiais, comida especial, pratos especiais, alegria, sorrisos, comemorações, união, amor, oferta do melhor, muitos convidados... Tudo que se sabe e o que se pensa sobre toma conta de mim ao me recordar de um banquete. Primeiro que até a sala é um local especial, é diferenciado, é único, provido de uma série de ornamentos e muito mais ornamentado ainda em ocasiões especiais. A sala de banquete é local de celebração, de cumplicidade, de troca, de esquecimento de dores, de gozos, de festividade mesmo.

O texto nos remete para esse quadro, onde o que existe de melhor é oferecido e degustado não somente no sentido palativo, como também em sentido físico e palpável. Ou seja, em sentido completo. O banquete é completo, não pode agradar somente aos olhos, ao paladar, ao olfato, mas tem que agradar pela sua inteireza e completude.

É esse banquete do qual Jesus quer nos fazer participar, completo; não pela metade, mas pleno em sua inteireza, com convite para celebrar, para comemorar, para festejar. O convite é para ver e provar do mais excelente e mais agradável; o convite é para tratar de cumplicidade e de intimidade, o convite é para aqueles que além de especiais, entendem e aceitam suas especialidades como seres humanos e amados por Jesus. Como pessoa humana, é isso que posso esperar e desejar do Senhor: um banquete em que Ele celebra, dando o melhor e convidando pessoas que acima de tudo se deixam ser convidadas. Um banquete espetacularmente divino, com cardápio divino e trazendo a redescoberta do ato de sorrir, como alegria inconfundível e imprescindível para a vida. E para que isso possa acontecer tem que existir uma sala especial para momentos marcantes, criados pelo próprio Deus. Assim tem que ser a nossa vida, pois não podemos apenas achar que temos em Deus o nosso banquete, mas a nossa vida tem que ser o banquete também para que pessoas possam encontrar motivos para celebrar alegremente relacionamentos, amizades, casamentos.

A vida tem que ser marcada pelo amor, a bandeira que se ergue em nossa vida deve ser o amor. Não é fácil, mas é o princípio de Deus para a nossa vida, onde Jesus disse que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor. O estandarte, ou seja, a bandeira, quando erguida, é colocada em local alto para que todos a vejam. A bandeira significa posse, mesmo que seja simbólica. Essa simbologia é semelhante ao que fizeram quando visitaram a lua: colocaram a bandeira dos Estados Unidos. Colocaram a bandeira como símbolo de posse, mas a lua não lhes pertencia, era apenas uma marca. No texto da Bíblia, a bandeira era o amor, é algo que não se vê, mas que se percebe. E nada melhor que perceber alguém pelo amor que tremula no mastro da vida. Esse amor SOBRE, está acima, é elevado. O amor tem que ocupar sempre esse lugar de destaque, porque essencialmente é pura beleza e nada se compara a ele. Esse amor tem que estar sobre mim, tem que me perseguir santamente, tem que demonstrar que sou possuído por ele e que, de fato, não é simbologia, não é metáfora, realidade experimental e presente. Esse amor também me possui , pertenço a esse amor infinito; carrego-o dentro em mim e o externalizo através das minhas atitudes. Assim, as pessoas que se relacionam comigo tem que ser marcadas por essa bandeira tecida com agulhas divinas e materiais celestiais; as pessoas que me cercam sejam marcadas pelo meu amor, amor que foi derramado pelo Espírito Santo de Deus (Rm 5.5).

Portanto, pense nisso em como sua vida está esta tremulando essa bandeira do amor de Jesus Cristo. Pense também que esse convite do inicio do texto é feito a você onde quer que esteja, para celebrar ressurreição e vida, abundância e restauração de vida, retidão e compromisso, novidade de vida e transformação. Venha desfrutar desse banquete e deixe-se ser convidado e aceite o convite para um banquete do qual você nunca vai esquecer e nunca mais vai ser a mesma pessoa após.

Em Cristo, que está com a ceia preparada para nos alimentar e nos recebe com alegria para a celebração da vida em Jesus,

Jahilton Magno

São Luis,

22.07.09

SE CHOREI OU SE SORRIR O IMPORTANTE É QUE A VONTADE DE DEUS EU VIVI!

Qual será a maior decepção de um homem? Será um termino de casamento? Será uma relação na qual se depositava todas as cartas? Será a frustração de não encontrar o nome numa lista de aprovados de um vestibular ou de concurso? Será a decepção da perda de alguém que tanto se ama, alguém tão próximo? Será que seria ver uma pessoa nos trair, quando na verdade nela foi depositada toda confiança, em quem foi investido tempo, dedicação, oração, verdade, sentimento? Qual seria a maior decepção do ser humano? Talvez muitos poderiam encontrar numa dessas perguntas a resposta para conceber dentro de si a certeza de que em uma dessas respostas estaria a sua resposta.
Lembro-me da letra da música de Roberto Carlos que essa manhã muito chamou minha atenção: SE CHOREI OU SE SORRI, O IMPORTANTE É QUE EMOCÕES EU VIVI. Existe uma verdade nessa letra muito interessante: a verdade de que na vida sejamos quem sejamos, vivamos onde vivamos e façamos o que façamos, todos nós vivemos alegrias e tristezas. Isso não muda para ser humano nenhum. Sadan Hussein, independente do que tenha vivido – e aqui não vou pormenorizar a sua vida, porque isso aqui não importa – viveu momentos de alegrias, quando desfrutava ao lado de seus súditos grandes festas e banquetes, muitos deles comemorando batalhas e mortes de inimigos. Independente de quaisquer coisas, essas comemorações como outras coisas em sua vida como o seu casamento, o nascimento dos seus filhos, dentre muitas outras coisas que ele viveu, as quais, para ele, foram ‘alegrias vividas intensamente. Por outro lado, ele também provou a decepção, a dor e o choro, quando da morte dos seus mesmos filhos que um dia o alegraram. Ele viveu os dois pólos da vida. Não apenas com a perda dos filhos, mas também quando, depois de preso recebeu a sua sentença de morte. Decepção total quando viu os Estados Unidos mudar os seus planos. Enfim, ele viveu as duas faces da vida: a alegria e o choro.
O apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: COMBATI O BOM COMBATE, ACABEI A CARREIRA, GUARDEI A FÉ. Ele, em muitos momentos, chorou, sofreu decepções, viveu perdas de pessoas queridas, alegrou-se em tantas outras oportunidades, sorriu em demasiados outros momentos; combateu o combate da luta cristã, viveu as mais oportunas e inoportunas experiências, as mais tristes e alegres sensações que a vida pode oferecer. Mas ao fim de tudo disse guardei a fé.
Sorrir e chorar é inerente à vida; lutar é inerente à vida, deixar pedaços de si nessa luta é inerente à vida; chorar e lamentar e sofrer e sentir dor e espantar-se de quando em vez quando se perde o domínio das coisas é inerente à vida. Alegrar-se com os êxitos alcançados após tantos momentos de abdicação e dedicação na busca de algo que se queria alcançar, é inerente à vida; alegrar-se com a vinda de um filho é inerente à vida; alegrar-se com as companhias de pai e mãe e amigos e esposo (a), namorado (a) é inerente.
Ao longo da vida, constrói-se amizades, e se é atacado pelas saudades que adentram o coração em função das partidas. Aprende-se com as dores e com os amores. Reconhece-se aqui que se erra, e em outras, esquece-se de fazer reconhecimento dos erros. São essas e mais tantas inúmeras emoções que se vive ao longo da vida, embora em alguns casos nem tanto longa possa ela ter sido.
Mas entre o apóstolo Paulo e Sadan existia uma diferença abismal. O fim de tudo, porque o mais importante não serão as emoções que se tenha vivido, mas se o que se tenha vivido, tenha sido em Deus. O apóstolo Paulo viveu emoções as mais variadas Por isso, perguntei sobre qual seria a maior decepção do homem. A maior decepção é ter vivido tantas emoções e achar que elas foram tão importantes que se perca a sentido de como se tenha vivido, para quem se tenha vivido. A lição de Deus não é o que se tenha vivido, mas como se tenha vivido, como se tenha agido e interagido na vida. Para que, ao final dela, possamos dizer como o apóstolo Paulo: ‘Desde agora, a coroa da justiça me está guardada...’. Eu não quero chegar no final da minha caminhada e dizer SE CHOREI OU SE SORRI, O IMPORTANTE EU VIVI. Quero dizer: eu chorei sim, eu sorri sim, mas tudo o que fiz eu fiz para a glória de Deus e isso que é o mais importante. Eu chorei e muito chorei, sorri e demasiadamente eu sorri e queria sorrir mais ainda, e o mais importante é que para Deus eu vivi.
Reflita não em suas alegrias, não em suas tristezas, mas para quem você está fazendo tudo isso. Pense que o mais importante é ter vivido sim, mas vivido a vontade Deus. Você ter tido as mais variadas emoções do mundo. Pode ter ido ao céu ou ao inferno, poder ficado rico, ou muito pobre, pode ter vivido as emoções mais intensas da vida, mas o importante não são as emoções é saber se todas elas foram vividas em Deus, para que ao final de todas elas e muitas outras coisas vividas, você possa assegurar em Deus a sua coroa.
Em Cristo, que nos ensina que nenhuma emoção fora do trono de Deus e nenhuma experiência fora da vontade de Deus tem eterno.
Jahilton Magno
São Luis,
21.07.09

A LÓGICA DO HOMEM E O ILÓGICO DE DEUS


A LÓGICA DO HOMEM E O ILÓGICO DE DEUS

A licenciosidade com a qual vivemos hoje, talvez nunca a tenhamos visto em outro momento da história. Historicamente podemos perceber momentos onde a perversão do caráter do ser humano tenha chegado a limites quase inconcebíveis, mas embora o percebamos, ainda assim ficamos cada vez mais perplexos com as faces e com a deturpação com que se mostra a cada dia.

Hoje tudo fica tão fácil, tudo fica tão prático, tudo fica tão acessível, tudo fica tão comum. As drogas entram pelas janelas da vida como entra o sol pela janela de cada um de nós pelas manhãs de verão, com tanta facilidade. A iniciação sexual, o apelo pelo sexo, apenas como sexo, adentra as salas da nossa vida como o vento desliza pelas folhas das palmeiras, com extrema facilidade, com extrema liberdade, sem que haja barreiras, sem que haja blocos que tentem impedí-la, sem que haja placas de proibição, sem que haja barreiras ou STOPS.

A vida ficou sem muros de limites, a vida perdeu as contenções que a salvaguardariam das invasões a que está sujeita, porque tudo ficou tão fácil, tão logicamente ao alcance da vontade que queira se submeter ao que queira provar. As propostas se dão e se seguem numa velocidade inconfundível e sem máscaras, sem camuflagens, sem pinturas que as escondam. Elas vêm dizendo o que são, mas nunca para o que são. Conceituam-se e definem-se: eu sou a, droga, eu sou o álcool, eu sou o prazer do sexo, eu sou a corrupção, eu sou o sistema. Sim, definem-se e dizem certamente o que são, mas inibem para que são. Falam sua origem, embora escondam a sua finalidade.

As decisões a que somos empurrados são tão lógica, que ao mesmo tempo se tornam tão simples e cheias de razões e explicações que parecem não nos darem alternativas. A logicidade das propostas do mundo são tão enfaticamente bem produzidas que quase sempre nos fazem vítimas das nossas próprias decisões e das nossas paixões interiores, que não percebemos a tirania com a qual nos leva para fora do propósito de Deus. Isso mesmo, tudo tem um curso tão definido que quando nos deparamos com o ilógico divino, somos tomados de sustos e de porquês? Somos enchidos de perguntas e de questionamentos os mais diversos possíveis, porque estamos tão bem acostumados ao normal que quando a anormalidade divina se apresenta, ela causa estranhamento dentro em nós.

Lembro nesse momento do sentimento que tomou José o pai de Jesus, quando soube da notícia que sua esposa, Maria, estava grávida. Notícia essa que faria qualquer esposo ficar feliz. Mas ele não ficou porque ela estava grávida sem que ele nunca tivesse uma relação sexual com ela. Nesse momento a cabeça de José virou um turbilhão de incógnitas, uma sacolão de perguntas, uma maré de dúvidas. Tão grande foi o choque de José que ele desejou ir embora e fugir daquela realidade. Ele fez o que logicamente qualquer um homem faria, o que eu e você faríamos também: tomaríamos outro rumo, menos encarar aquela realidade.

E Deus percebeu logo isso que tomou uma atitude e enviou um anjo para que lhe dissesse: José, sei que você não está entendendo nada do que está acontecendo, mas, embora você queira tomar uma decisão lógica e fugir, que é o normal; embora tudo que esteja acontecendo seja sem explicação e a única coisa fundamentalmente lógica que pode pairar no ar é a sua decisão de ir dar outro rumo à sua vida, eu quero te dizer uma coisa: EU SOU O QUE SOU, EU NÃO TENHO LÓGICA, EU NÃO ME SUBMETO A MODELOS, EU ESTOU FORA DESSES PADRÕES PRÉ-ESTABELECIDOS, EU NÃO ME ENCAIXO EM SITEMAS, EU TRANSPONHO QUAISQUER LÓGICA E QUAISQUER RAZÕES SIMPLESMENTE PARA FAZER O QUE ESTABELECI, PORQEU EU SOU O SENHOR E NÃO PRECISO DAS FORMAS MAIS LÓGICAS E IMAGINÁVEIS PARA EXPLICAR O MEU MOVER E O MEU AMOR. EU SOU INCONDICIONAMENTE CONDICIONADO ÀS LÓGICAS HUMANAS. Por isso, toma a Maria como tua mulher porque o que ela está esperando é uma obra minha”.

A palavra de Deus foi tão forte no coração de José que Mateus segue a narrativa dizendo que ele “fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher.” Naquele momento as lógicas de José caíram por terra, as suas argumentações se desfizeram, porque em Jesus os nossos argumentos somente palavreiam diante dEle nossa incapacidade de entender o Seu propósito para nossas vidas. O rumo que a lógica trouxe a José foi fugir, foi andar em direção contrária ao primeiro plano de Deus para a sua vida. A proposta lógica que seu entendimento conseguiu engendrar foi a fuga, foi a mais normal, a mais cabível, a mais plausível e mais fácil. A proposta que José aceitou foi aquela que todos aceitariam naquele momento que diz o que é, mas não diz para o que serve, não diz a sua finalidade, não diz o seu verdadeiro fim.

Quero falar a você que nesse exato momento está lendo esse texto e que todos os dias esta recebendo as mais possíveis e tentadoras propostas da vida. Você que está recebendo a proposta para as drogas como a porta prazerosa que se abre diante dos olhos, uma porta tão fácil, tão rápida e tão cheia de outras subpropostas; você que esta recebendo uma proposta a uma vida sexual sem rumo e sem medidas, sem dar satisfação a ninguém somente a si mesmo, que não tem muros que possam limitar, cercear a sua busca por uma descoberta cada vez maior e mais prazerosa; você que nesse momento vive tantas decepções afetivas e está tão desalentado que a única proposta que a lógica do momento pode te oferecer é arrancar a sua própria vida; você que vive aceitando as propostas da vida que lhe oferecem mulheres e mais mulheres sem que te fazem lembrar sequer que tem uma esposa que o ama e que tem cuidado tão bem de você e de seus filhos; você que, pela dureza e frieza da caminhada, que no momento vive no vale da sombra da morte, quase aceitando a proposta do diabo lhe dizendo: abandone o barco, que você não merece viver o que esta vivendo; a você que me lê e que dentro da sua realidade e da sua vida vive diuturnamente recebendo propostas e mais propostas da vida e com ela conseqüentemente as vias que levam tão velozmente à decisão que contraria o propósito de Deus pra sua vida; você que como José não entende as coisas, que se perdeu na sua logicidade e no seu grande entendimento as razões de aceitar o ilógico de Deus... a você eu digo o que Deus realmente está dizendo neste momento: siga a contramão da vida, siga o curso não entendido pelos teus amigos, caminha o percurso em que aqueles vão rir de ti, seja corajoso para aceitar o meu propósito e abandone o propósito do mundo e de satanás. A porta que traz até mim é estreita eu sei, mas ela te conduzirá a uma vida feliz com a tua esposa, ela não te arrancará o amor dos teus filhos, ela te abençoará, ela te encherá de abundância, ela encherá de vida e abundância os teus relacionamentos, e embora todos não entendam e até mesmo você não compreenda o que estou fazendo, saiba que estou no controle de tudo e que muito mais o do que racional e fácil de ser entendido, eu tenho algo ilógico e aparentemente louco, mas te digo abertamente o que é e para onde te conduz, porque em mim não há ocultações de propósitos, mas a certeza de que em mim tudo se inicia e se termina. Eu Sou o Alfa e o ômega e estou disposto a te ensinar o caminho que contraria toda e qualquer explicação, que rompe barreiras e que acima de tudo te tira desse lamaçal de certezas terrenas e te enche de certezas celestiais. Eu te chamo pelo teu nome para fazer uma grande obra na tua vida e acabar com essas dores que te tomam e essas incertezas que te enchem o peito. Eu sou Jesus Cristo filho de Deus.

NaquEle, que não se detém ao caprichos humanos e quebra os rigores e os paradigmas,

Jahilton Magno

São Luis,

04.07.09