Os nossos últimos dias sofreram mudanças inimagináveis. As rotinas foram abaladas. As relações precisaram se reconfigurar. Os trabalhos se redesenharam, isso quando possível, porque muitos até necessitaram parar. Amizades sentiram o choque. Os abraços tornaram-se chances de morte. Nas escolas, deixaram de ser ouvidos os gritos tão normais em horários de intervalo entre uma aula e outra. As ruas agora se encheram de um vazio silencioso e uma atmosfera de medo e desesperança tomou nossa nação. O sentimento que rodeia os corações não é o de folguedos, como há pouco no carnaval. Músicas pelos quatro cantos do país já não se ouvem. Tudo sofreu um abalo inigualável. A alegria do brasileiro, tão conhecido pelas suas festividades, suas comemorações, seus cultos, seus churrascos de final de semana, seus jogos de futebol em todo o território, suas baladas, suas baterias, suas festas de forró, funk, reggae, brega, calypso, sofreu transformações. Enfim, alguma coisa alterou o curso da vida num ...