A BELEZA QUE É CONSTRUÍDA EM DEUS


"Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Isaías 53:2-3"
O que temos para mostrar? Mostramos o que temos, de quando em vez, e em muitos casos até temos a audácia de querer expor o que não temos e o que não somos. Tudo isso fazemos para que sejamos aceitos, desejados, relacionados em uma roda de amigos, ou mesmo num grupo social. Afinal, o ego sente-se bem quando os elogios vêm a nós. Quando as batidinhas nas costas são recebidas, uma sensação de prazer toma os nossos corações, que se alegram e ninguém pode negar isso. 
Quando olho o facebook e vejo todas as fotos que as pessoas colocam das mais variadas formas - e umas tão vulgares -, a única coisa que percebo é essa busca de aceitação por parte de quem vê. Busca-se o elogio, buscam-se freneticamente as frases louváveis. A aparência é tudo que importa. Isso tornou-se uma realidade em nossos dias. A internet possibilitou isso; é um fato do qual não podemos nos esconder.
A busca da beleza e da formosura fazem parte da expressão da vida nos dias de hoje. Os adornos do corpo anularam os da da alma. O que vemos é uma juventude que está crescendo sem valores, sem princípios, sem caráter, sem ética...
Hoje, seria um absurdo dizer para qualquer um de nós que deveríamos viver como Jesus. Ninguém o queria ser, não somente porque Ele iria morrer na cruz, mas porque viver Jesus não dá Ibope. E se existe uma coisa que a nossa sociedade brasileira busca ardentemente é fama. Não preciso me alongar nesse assunto. Basta olhar para a tv e seus programas. E dentro da igreja não é diferente. Ser desejado é o alvo de hoje em dia. Então, se necessário for, farei o possível e impossível, imaginável e inimaginável para entrar num padrão que me ofereça a possibilidade de estar na mídia.
Jesus não se encaixou nesse esquema no passado e nunca se encaixaria nos dias de hoje. E quem o tomar como modelo de vida vai provar e aprender isso. Jesus não era aceito pelo protótipo da beleza; Ele não figurava no rol da fama dos belos e dos lindos das estrelas de Hollywood. Jesus era anti-heroi. Era o contrário do que se esperava e se buscava. 'Não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.'
No entanto, as multidões o seguiam não por aquilo que Ele aparentava, mas por aquilo que era e era capaz de fazer. O corpo, a estatura física, a feição, a anatomia de Jesus não faziam com que as pessoas se aproximassem dEle. Sua campanha de marketing de divulgar o Seu Reino não se fundamentava na estrutura física da sua pessoa. Enquanto há muitos que ganham a vida, muito dinheiro, e divulgam suas filosofias de vida e vendem seus credos com sua beleza, Jesus não iria alcançar números percentuais se dependesse da sua. 
Não estou aqui falando contra a beleza. Deus a instituiu. Estou falando de como ficou mais fácil se dar valor à questão estética como talvez nunca em outro momento da história. Embora essa exibição fatídica, percebe-se que a alma é pobre. Nela não há resquícios da vida de Deus. É um vazio de alma, uma sequidão de amor verdadeiro por si e pelo próximo. Não podemos aguardar nada que possa ajudar a construir, a reorganizar a vida, a reconciliar corações, a direcionar para um norte de Deus. Esse é o retrato das pessoas nos dias de hoje.
Diferente disso, Jesus, sem esses padrões, longe desse molde doentio e maléfico, fez fluir de dentro de si rios de água viva que serviam para saciar a sede de tantos quantos lhe buscaram; Jesus estabeleceu o reino de Deus nos corações dos seres humanos. Sempre tinha uma palavra de sabedoria para dar; trazia esperança para aquele que estava acreditando que o fim da vida havia chegado, como aquele homem que com Ele estava crucificado; trouxe para si os que estavam cansados e sobrecarregados e os aliviou e faz isso até hoje; incendiou corações com a chama do evangelho e a eternizou neles através do seu AMOR E DO SEU SACRIFÍCIO.
Ele deu o que tinha e o que era. Deu amor, porque era amor; deu direção porque Ele era o Norte; deu alívio porque Ele era a paz; enviou seus discípulos porque tinha autoridade; chorou com quem chorava (como o fez quando Lázaro morreu) porque Ele sabia valorizar os laços familiares e valorizava a vida. E nós o que temos temos para que possamos oferecer aos outros? Apenas as curvas do corpo? A beleza dos cabelos ou dos olhos? O que temos a oferecer? Os diplomas que se conseguem obter ao longo dos anos? A exibição da gorda conta bancária ao final de cada mês com contra-cheques altos? O que temos a oferecer? A grande lista de mulheres com quem se relacionou ? Ou da grande lista de homens com quem se foi para a cama? O que temos para exibir? O carro novo? A grande casa que se tem em seu nome? Como estamos aproximando as pessoas de nós? Pela beleza estética juntamente com tudo que temos? Ou pelo que somos e temos em nosso caráter? 
O desafio de Jesus é que, ainda que eu seja desprezado pela beleza que o mundo tanto valoriza, se eu não a tenho, eu possa, contudo, aproximar as pessoas de mim pelo brilho da beleza do evangelho; pela simplicidade da pureza do amor de Deus; pela santidade com que Ele quer que eu viva nesse mundo tão avesso à mensagem da cruz. Por outro lado, se eu tenho essa beleza estética tão venerada ultimamente, que não seja essa a raiz da minha vida. Ela passa. Tudo passa. Mas o homem interior se renova dia a dia. Que essa renovação seja percebida em minha vida e possa eu inspirar outros a buscarem o mesmo Rei a quem sirvo e  para quem vivo. Jesus, com essa aparência que a Bíblia retrata, FOI SUBINDO. Que nós possamos subir os degraus que Deus espera de nós para junto do Pai. Que a beleza ou a falta dela não nos impeça de provar das bênçãos que Deus tem para cada um de nós. Que sejamos descritos pelo que há de valoroso dentro de nós, e o valor é simplesmente AMAR E SERVIR A CRISTO.

Em Cristo Jesus, Que nos ensina que a única beleza que perdura é a beleza da alma que se constrói aos Seus pés para a eternidade.

Jahilton Magno 

magnopoema@hotmail.com
jahiltonmagno@yahoo.com.br






HOMENAGEM A SÃO LUIS - POR JAHILTON MAGNO






HOMENAGEM A SÃO LUIS - POR JAHILTON MAGNO


Ilha, querida, Ilha

Tua terra é mais um pedaço da beleza de Deus que pelo mundo está estendida.

Essa terra rodeada de tão grande beleza, tuas praias, tua história, tua cultura,

Tua gente, tua luta, tua literatura, teu valor.

Ah, São Luis, minha terra amada.

Em ti, escolheu Deus que eu me encontrasse com o mundo.

Tua física, tua geografia, foi aqui onde abri os olhos,

E, percebendo-me gente um dia, vi-me como parte de ti.


Sob teu sol tão vivo, banhei em praias tão lindas e tão peculiares.

Os ecos de tuas batalhas que não se perdem no tempo 

Ficam como lição de um povo que no passado 

Fez-se arredio ao pulso da coleira dos colonizadores.

A gana de liberdade se mistura à gana de viver.

Ah… 400 anos.

Embora o tempo, não sei se comemoro ou lamento.

Comemoro tua história de insatisfação para com tua realidade,

Mas lamento o teu momento,

O descaso com que te abraçam,

A indiferença com que te cumprimentam,

A infidelidade com que se relacionam contigo…

Ah, São Luís, não sei se sorrio ou choro, 

Há um misto de dor e alegria dentro em mim.

Rio em mim tua beleza,

Rio em mim teu patrimônio,

Rio em mim os teus mangues,

Rio em mim o teu legado,

Rio em mim teus casarões,

Rio em mim teu pôr-do-sol.

Embora as razões de alegria,

Também choro em mim, teus políticos,

Choro em mim tua pobreza, 

Choro em mim tua corrupção,

Choro em mim tua falta de estrutura de grande cidade,

Choro em mim tua cultura desprezada,

Choro em mim tua falta de amor a Deus,

Choro em mim tua perdição em desconhecimento de Deus,

Choro em mim ver quem pode fazer,

 Nada efetivar na direção do progresso e do bem comum.

Ah, São Luís, tua história tem 400 anos anos de mais de 400 mil estórias

Que se perdem no desconhecimento da história.

E em meio a essa data tão significativa,

Vejo-me meio que perdido na indecisão:

Não sei se ergo um cântico de louvor ao Pai em gratidão 

A tua existência e minha existência dentro em ti;

Ou se ergo um clamor de ajuda pela misericórdia do Altíssimo,

Pois te vejo necessitada, desnuda, desamparada, desnorteada,

Embora tua imponência construída ao longo da tua existência.

Ah, minha terra que tem palmeiras, onde canta o sabiá,

Em meus ouvidos ainda clamam os gritos por mais justiça.

O reggae que embala as festas,

Desconhece a rítmica que os passos da desonestidade aplicam à sociedade.

Os folguedos em tua homenagem, abrilhantam a noite, 

E escondem os uivos de dor do descompromisso para com teus idosos.

As cancões entoadas em teu louvor neste dia,

Não servem para embalar o sono dos que perecem por falta de cuidado.

Ah, minha querida Ilha do Amor,

Desejo-te que o amor do verdadeiro e único Deus te inunde de graça,

Invada não os teus casarões, mas os corações,

Reconcilie tuas relações, 

Forme caráter em teus políticos,

Crie em tua igreja de Cristo amor por ti, mas amor que salva.

São Luís, se te choro ou te comemoro, não sei.

Mas sei que deveras tu és especial,

Pois foi aqui que me encontrei com a vida, 

Foi aqui que me encontrei com Cristo.


Jahilton Magno

VAMOS CURTIR BOA MUSICA COM LETRA QUE ENSINA


O VENTO QUE FORMA OU DEFORMA


Há umas duas semanas atrás mais ou menos, estava treinando com amigos na belíssima praia do caolho – muito mais perto da praia do Olho D’água que da própria praia do Caolho – quando de repente fui tocado pelo Espírito Santo para prestar atenção às dunas que ali estavam formadas. Tínhamos treinado nela dois dias antes.  Neste dia, fomos fazer o mesmo circuito feito anteriormente e após algumas duas passagens pelo percurso, já cansado, olhei para as dunas e percebi que elas já não eram mais as mesmas. Então, algo me chamou a atenção: as dunas nunca mais seriam as mesmas. Parece muito simples, e o é realmente.
A vida segue o mesmo rumo. Ela nunca será a mesma do dia anterior. Sempre sofrerá metamorfoses. Umas extremamente agradáveis de serem vividas, outras nem tanto; umas alegremente deliciadas com sabor de quero mais e desejo que sejam imparáveis; outras, digeridas como ácido, com gosto de que ‘passem logo’, de tão ruins que são. Esta é a vida: ela vai se moldando a cada dia de uma forma, onde muitas vezes, nem mesmo temos a opção de escolhas das mudanças e dos rumos. A vida é como uma duna onde o vento a move de lugar dia a dia momento a momento, segundo a segundo. A vida sofre dessa ininterrupta variação de fatos. O que não existe vem a existir, o que existe vem a não existir como que num passe de mágica, e essas transformações, em muitos casos, são dolorosas, traumáticas em alguns momentos; em outros, podem ser causadoras de festividades na alma e de impressões que ansiamos fossem eternas.
É como uma lei da qual ninguém pode fugir: as transformações são inerentes à vida, são fatos incontestáveis, como o é o nascer do sol todos os dias. Mas o que mais me intrigou não foi apenas essa imutável certeza da fugacidade da vida em seus processos de existência. Mas aprender a lição ‘do que aprender’ coma as transformações pelas quais a vida nos faz passar. Sim, o que as transformações fazem da nossa alma, do nosso coração, da nossa existência, da nossa capacidade de pensar, da nossa forma de ver o mundo, das nossas relações, e das relações que temos com tudo que nos envolve, sejam pessoas, sejam coisas. O vento muda as dunas a todo momento, faz nelas variações as mais inimagináveis. O vento forma, ou deforma; constrói, ou desconstrói; aumenta, ou até mesmo diminui; junta, como pode espalhar; fortalece, como também enfraquece; o vento sugere e causa um tanto elevado de coisas nas dunas. Em alguns momentos causa estranheza, em outros causa perplexidade; já em outros desperta beleza aos olhos.
É nisso que fico a pensar: o que os ventos têm causado nas dunas da minha vida? O que têm feito de mim e comigo? O que têm feito das minhas relações? O que têm causado em meus relacionamentos? E que tipo de vento tem invadido a minha causando transformações? Têm sido elas favoráveis à minha vida? Ou completamente desfavoráveis, causando em mim não crescimento mas retrocesso? A minha vida é como uma duna que não pode se desviar do vento, mas parece que em momentos específicos da minha existência os ventos que vivem e insistem a soprar não são abençoadores, nem causadores de desenhos artisticamente pincelados com alegria e prazer em minha alma. Não obstante é vero olhar para a vida dos outros e perceber que os ventos por lá de bonanças são formados e construídos. Isso machuca e às vezes emudece os cantos, inflama a alma de sentimentos revoltosos, desmotiva a corrida, desencoraja e entristece o peito. Parece que vamos percebendo que as nossas dunas estão se esvaindo diante dos ventos, que mais parecem tempestades como aquelas dos desertos africanos ou do oriente médio. A gente vai se vendo em perda, em desapontamento e decepções, mais em lágrimas que em sorrisos, mais em desapontamentos que em vitórias. Mas muito mais que perceber isso, o importante é como estou me percebendo e reagindo a isso. Esse é o desafio da vida. Não é se os ventos estão soprando e mudando dia a dia momento, momento a momento, mas que desenhos estão fazendo em nossa alma; que formas ou deformas estamos deixando que eles façam ou desfaçam.
O desafio da minha alma não é me opor aos ventos – isso é impossível –, mas não me deixar ser desenhado e formado às adequações que eles querem impor em mim. Muito mais sabendo que o molde e a fôrma que eles querem inculcar em mim são opostos aos que Deus tem para minha vida. Que ventos têm soprado sobre tua vida agora? Ventos que sopram o descompromisso àquilo que Deus espera de ti? Ventos que te direcionem a uma vida sexual promiscua e desativada da atividade de Deus? Ventos de uma perpetuação de falta de perdão para com alguém que te magoou e te decepcionou grandemente? Ventos de falta de responsabilidade com a tua família e tua esposa? Ventos de desencorajamento diante de uma aprovação em um concurso que ainda não chegou? Ventos de julgamento para com a pessoa de Deus, pois uma porta aberta de emprego nunca se concretizou? Ventos de desespero porque o coração está há tanto esperando por alguém que parece nunca chegar para completar vazios? Ventos de profunda tristeza pela perda de alguém próximo? Ventos de desvinculação ao padrão e ao chamado de Deus para uma vida de santidade e de enfrentamento das modas mundanas que vão ao encontro do padrão deixado pelo Senhor? Que ventos têm soprado e o que eles têm causado na tua alma e na tua vida?
Reflita nisso. Que o vento do Espírito Santo de Deus sopre em seu coração a fim de que possa pincelar quadros maravilhosos de esperança, retidão, amor, perdão, de motivação para buscar uma carreira abençoada, uma família alicerçada na palavra, amizades construtivas e façam de ti e de mim pessoas que refletem o amor reconciliador que está na pessoa de Jesus Cristo. Amém.
NEle, que espera que os ventos do mundo não tomem o lugar do vento do Espírito Santo.

Jahilton Magno

São Luís, 05.09.12