FELICIDADE OU INFELICIDADE - A CONSCIÊNCIA É QUEM DIZ


Felicidade é algo que só é real e verdadeiro se concebido conscientemente em Deus. É mais fácil conceber a infelicidade quando se está longe da felicidade. O filho pródigo foi mais consciente diante dos fatos amargos, de suas implicações e dissabores a ponto de ver em seu real estado o que não era felicidade, do que quando a tinha – embora não reconhecesse. Quando diante da presença do Pai, não foi capaz de ter consciência para enumerar e aceitar as bênçãos vindas mediante sua comunhão com o ele, e com isso ser-lhe grato através de atitudes dignas da sua posição: filho.
O filho pródigo conseguiu somente mediante perdas, fracassos, desapontamentos, decepções, traições e necessidades básicas não supridas, perceber o valor da sua própria vida. Ele conseguiu estabelecer uma diferença – experimentalmente de forma dolorosa – entre sua posição social: o que era e que estava sendo. De filho herdeiro a empregado, e não apenas um empregado qualquer, mas dentro de uma hierarquia trabalhista, quase que a menor das funções: cuidar dos porcos. Não que seja desonroso sê-lo. Em Deus, qualquer trabalho é digno. Mas é para atentarmos para a forma como uma existência vira de cabeça para o alto quando se resolve tomar o controle da vida. Somente JESUS CRISTO com toda sua experiência pode conduzir nossa vida, sem que seja de maneira dissoluta e muito menos destrutiva.
A frustração no pródigo foi o chão que ele pisou para andar rumo à consciência da verdade e da felicidade. As perdas fizeram parte do processo de chegada ao verdadeiro objetivo. A liberdade dada pelo pai também é algo pedagógico, pois em toda a sabedoria e experiência de vida – ainda que em meio à dor de ver o distanciamento e a separação do filho, sabendo dos riscos também – ele sabia da necessidade que existia no filho de aprender vivendo e tendo que inevitavelmente ‘quebrar a cara’. O dia da aquisição da consciência pode não vir bruscamente em um só dia, mas pode se desenvolver paulatinamente, mediante as visões que se tem das realidades que se vive. A alma conversa consigo mesma na direção daquilo que se possa chamar de arrependimento. Arrependimento inicial não por aquilo que NÃO SE TEM, mas muito mais ainda PELO QUE SE TEM, sabendo ONDE TEM e que está disponível a qualquer momento.
Essa consciência causa dor, pois ela estabelece comparações do estado atual, com o estado passado que automaticamente dialoga com o estado futuro que se possa viver segundo as escolhas que se faz. SER FELIZ É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA. Ás vezes as escolhas que fazemos nos levarão a momentos amargos, de modo que seremos sempre fruto das nossas escolhas.
E ninguém mais além da nossa consciência poderá nos devolver a luz de que existe um abismo entre O QUE ESTAMOS e O QUE SOMOS, como resultado das nossas opções.
É incrível que na vida parece mais fácil ser consciente quando não se tem do que quando se tem. Os olhos se inclinam a avistar somente a falta, o desassossego, as intempéries, os turbilhões emocionais, as perdas de qualquer ordem; a contemplação se foca no que falta, na mudança de estados, seja social, familiar, profissional, ou qualquer outra; a percepção se abraça às inexistências (falta isso, falta aquilo, falta aquilo outro); a contemplação se liga umbilicalmente às ausências (NÃO HÁ COLO, NÃO HÁ AMOR, NÃO HÁ DINHEIRO); a mirada vê os horizontes de sequidão apenas (sem cônjuge, sem trabalho, sem filho (a)); o discernir é fadado apenas ao temporal (no momento, não vejo Deus, não tenho amigos, me falta companhia); a pupila se dilata vislumbrando na contramão do que se é, em sua mais original natureza, ao passo que o que se está sendo é totalmente contrário à sua própria existência.
Ser feliz é evitar tudo isso, pois vivê-lo por escolha errada é ser infeliz. E termino essa pequena reflexão lembrando que para ser feliz não é necessário primeiro ser infeliz. Não, não. Para ser feliz basta reconhecer o que se tem e o que se é em Deus. NEle e somente nEle é possível ter consciência equilibrada. NEle não existe necessidade de buscar lá fora o que se tem aqui dentro. O que lá está é temporal, frustrante, amargo e destrutivo. O que está lá é dissimulado, tem duas caras. Aqui com o Pai, há alegria e nada falta, pois somente a presença do Amigo Eterno é suficiente para suprir todas as necessidades. Aprendamos que a felicidade é um estado que resulta de escolhas certas em Deus e que infelicidade é simplesmente abrir mão disso. Abrir mão das verdades de Deus é a maior infelicidade do homem, pois deixa de perceber o que tem (que é totalmente pleno) para abraçar o que não é seu e que nunca será. Felicidade é isso: aceitar o que é seu como presente de Deus, nunca se esquecendo disso, como dádiva completa que não admite uma busca por algo que na verdade nunca foi seu e que nem existe.

NaquEle que é tudo para uma pessoa ser feliz.

Jahilton Magno

São Luis, 26.03.11

LUCRANDO COM AS PERDAS


"Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais."


Temos a enorme facilidade de perdermos o controle das nossas emoções quando estamos inseridos dentro de uma situação na qual não temos sobre ela as rédeas. Isso é típico do ser humano. É assim quando nos deparamos diante de uma porta de emprego que não abre, quando ficamos sabendo da morte de alguém próximo, ou de uma doença diagnosticada. Enfim, em qualquer dessas ou outras situações que afligem a alma, é muito normal sermos tomados de sentimentos ruins, pensamentos negativos, e idéias contrárias e etc.. Somos invadidos por uma avalanche de sensações desconfortantes que causam em nós até mesmo desorientação emocional, espiritual, familiar, financeira. Isso é normal e tão corriqueiro em nossos dias.
A atitude contaria é que não é normal e é justamente a que espera Deus que tenhamos diante da vida. Porque Ele não nos chama para a normalidade, mas para o reverso dos atos. Agir normal é agir segundo o curso do óbvio, do esperado, d0o já aguardado, do que já está projetado e desenhado. Quando há atitude conhecida de todos, não há surpresa, pois andar segundo as expectativas do mundo em tais situações é simplesmente estar perpetuando o estilo que nunca consegue ver vantagem nas possíveis e visíveis desvantagens. Agir nessa tendência, nessa perspectiva significa abortar lições, represar um mar de possibilidades para o aprendizado, para o novo, para a construção, para a própria vida, privando-se de encontrar-se com benefícios advindos das tragédias.
Não há infortúnio que não possa trazer ensinamentos; não há contrariedades que não venham com baldes de aprendizados, que verdadeiramente só podem ser assimilados dentro de tais circunstâncias. O grande desafio está não em contornar tal situação, mas contornar o meu coração em relação a ela. Que reações serão frutos dessas experiências? Este sim é o grande desafio, pois é sobre esse alicerce que está pavimentada a estrada do amadurecimento e do crescimento.
O apóstolo Paulo está deixando-nos o ensinamento: pense diferente, aja diferente, olhe diferente, assuma uma postura totalmente contrária àquilo que prejudicialmente está acostumando a viver. Este é o benefício a ser aprendido, a ser assimilado, de forma que o discipulado está se cumprindo quando acha contribuição nos ocorridos tão indigestos da vida. O relacionamento acabou? O emprego foi perdido? Perdeu alguém próximo? Nada de sonhos ainda realizados? Quaisquer destas situações têm que encontrar em nossos corações vias de acesso que levem às contribuições aprendidas em Deus.
É extremamente importante que se possa saber compreender os fatos por uma ótica de Deus. É necessário viver assim em circunstâncias ruins e adversas, pois as crises e perplexidades estão para serem vividos a qualquer momento da vida. Saber compreender tais experiências como algo pertencente ao processo pedagógico divino é a lição que o Paulo nos deixa. E não basta apenas saber, mas saber se o que se sabe pode gerar benefícios, criar contribuições, servir de adubo para resultados crescentes e processos novos pelos quais é necessário viver no crescimento. O balde de aprendizados quer nos banhar a alma no ápice das ações dos nossos algozes, de modo que possamos nos limpar das atitudes normais e, assim, vestirmo-nos de ações e reações dignas de estarmos andando com Cristo e por Ele sendo transformados.
Paulo nos está deixando o caminho aberto para andarmos a lição dos proveitos, dos benefícios, dos resultados positivos que nos advém quando exercemos uma postura correta, esperada e ensinada por Cristo. As intempéries, em Paulo, cedem lugar ao crescimento, são a própria matéria prima para ir mais além, descobrir novidades, superar crises, concretizar crescimento da vida, experimentar algo ainda não provado.
Os acontecimentos da vida de Paulo (sua prisão e sofrimento) geraram avanços na pregação do evangelho, no fortalecimento da fé dos irmãos, avanços em sua própria vida.
E na sua, o que as suas realidades estão causando? Avanço ou retrocesso?
NaquEle, que transforma perdas em ganhos apenas com uma atitude correta.
Jahilton Magno
São Luis, 24.03.11

BRASIL , UM PAÍS DE TODOS! SERÁ?

No dia 29 de março de 2009, o Brasil teve a oportunidade de ver no “Fantástico” mais uma vez, um dos grandes absurdos que envolvem nossa nação. Em pleno centro do país, em Goiás, a merenda chega à escola através de mulas. Parece mentira, porém é pura verdade. Um percurso que chega a durar três dias de viagem. No entanto, as autoridades parecem fechar os olhos para essa realidade.
Na reportagem, foi mostrada a escola – se é que podemos denominar aquilo que foi mostrado de escola, pois a estrutura nos remete a um tempo colonial e jesuítico – onde precariamente as crianças são alfabetizadas. Carteiras quebradas, apenas um pedaço do quadro negro; um ambiente dividido sem paredes para duas classes. Enquanto isso, os salários dos deputados e senadores cada vez mais altos e cada vez mais gozando de regalias.
Um Brasil que parece em nada diferente daquele da era colonial. Os governantes fazendo pouco caso da educação. E a pergunta que não quer calar: Onde se encontra o Ministro da Educação e seus secretários? Onde se encontra o Estado num momento como esse? E quando visitamos o site do Ministério, conhecemos o “Ensino a Distância”. Ironia ou não, mas distância é a única coisa que existe entre o ministério da Educação e a verdadeira necessidade de educação que existe para cada uma daquelas crianças no serrado goiano. Distância é a atitude que o Ministério mantém dessa realidade, que certamente até desconhece. Distância é a realidade que cada criança tem que percorrer cada dia, andando cerca de uma hora para chegar à escola e isso quando não chove. È lamentável, mas é pura verdade.
Fala-se em ensino à distância, em levar educação a todos os cantos do país, a cada brasileiro, por mais longínquo que seja o local onde haja necessidade de educação. Fala-se em levar educação através da TV, da internet, e enfim através de todas as formas de comunicação possíveis e viáveis. Mas, a prática verdadeiramente não condiz com a teoria. Ainda no site do Ministério, encontra-se “Para a educação melhorar, todos devem participar”. Simplesmente é verdade. Agora se todos têm que participar, o primeiro a tomar uma atitude responsavelmente correta é o próprio Estado. Ele tem que ser o primeiro a se envolver, a se comprometer em cumprir o seu papel, diminuindo definitivamente essa distância que existe entre a teoria e prática.
O Estado sim tem que assumir o seu papel, hoje vergonhosamente desempenhado. O sentimento de ira nos toma quando tomamos conhecimento de que fatos como esse ainda acontecem em pleno centro do país. É revoltante, quando nos deparamos com casos como esses, onde as professoras chegam a dizer que o Estado são eles, os educadores. Quando um país tão grande e tão rico como o Brasil chega a essa situação, podemos apenas lamentar e prever que o futuro que nos aguarda não é um dos mais promissores possíveis. O que podemos esperar quando ainda se vive situações como essas em que, não havendo merenda escolar, não há aula? O que podemos esperar se crianças tão pequenas ainda não tiveram a oportunidade de conhecer um carro? O que podemos esperar se em pleno século XXI, existem crianças que necessitam andar mais de uma hora para assistir uma aula e ainda o fazem sem pelo menos ter tomado um café e comido um pedaço de pão?
Sinceramente é vergonhoso para um país como o nosso viver cenas tão brutais, pois, não podemos classificar casos como esses com outro adjetivo. É brutal, é vergonhoso, é lamentável, é deprimente, ridículo, é inadmissível. Quando chegamos a uma situação onde os próprios educadores se autodenominam Estado, apenas o que podemos esperar é futuro sem expectativas, pois, quem mais tem condição e obrigação de fazer não o fazem, simplesmente por omissão e falta de compromisso.
O Brasil ainda está longe de viver uma educação exemplar. O Brasil ainda está longe de diminuir o analfabetismo. O Brasil ainda está longe de acabar com cenas como essas, porque falta atitude, falta querer fazer, falta sentir a dor que os educadores realmente sentem a cada dia daquela realidade escolar quando percebem a ausência de um aluno que não foi assistir à aula porque não tinha no mínimo café da manhã para tomar. O Brasil ainda está longe de mudar, porque o Estado não tem sentimento, não sente em suas entranhas a dor que um educador vivencia quando ele chega para ministrar a sua aula e olha que não tem giz, não tem carteira, não tem um quadro adequado, quando não tem até mesmo alunos.
O retrato do Brasil ainda é esse, onde o Ministério da Educação prega uma educação a distância e onde todos devem participar, mas, que na verdade pratica um discurso totalmente distante da realidade escolar, onde é a área que primeiro ele deve dar o exemplo maior de participação. Queiramos nós, que seja esse um país de todos, onde haja educação, onde sem sombra de dúvidas todos devem ser inseridos, indiscutivelmente.

Escrito em Março de 2009
Jahilton Magno - professor, brasileiro e indignado.

NO CAMINHO


Estou no caminho
No caminho, em direção ao alvo, focado
Sei que no caminho tem lutas,
Mas tem presença de Deus
No caminho, tem decepção
Mas tem a ajuda do Senhor
No caminho, tem erros da minha parte
Mas tem a mão reconfortante de Deus a me orientar
Novamente e me renovar as forças
No caminho tem falsos amigos e amigas
Mas tenho a fidelidade de alguém que me ama de verdade,
Não por aquilo que tenho mas por aquilo que sou
No caminho, tem tristezas
Mas a alegria do Senhor é algo reconfortante
No caminho amado tem um ALVO E tendo alvo sei onde quero
Chegar e sei que vou chegar,
Porque sei quem está a frente em minha caminhada.
No caminho, tenho muitas tentações que às vezes me sinto esmagado por elas e penso que não vou dar conta de vencer,
Mas leio e palavra e está escrito que nEle sou mais que vencedor.
No caminho eu há momentos parece que a única coisa que vejo com minha pequena fé é um abismo escuro de dificuldades e lutas,
Mas a Sua voz me acalanta dizendo-me “Estou contigo até aqui nesse difícil momento da tua vida”.
No caminho, os valores são invertidos, sei que não há concessões, nem barganhas com Deus.
No caminho, a única via crucis é a do perdão e do amor, ainda que lá dentro em mim a minha carne não queira liberar perdão, pelo fato de eu achar que a estar com razão é razão para não perdoar.
No caminho, sei que perco alguns amigos (e os perdi mesmo) porque a verdade de Jesus é incompatível com o padrão por aí vivido.
No caminho, às vezes me sinto abandonado até mesmo por Ele, porque erradamente tento alinhar a Sua cronologia à minha, na tentativa de antecipar o que julgo estar atrasado.
No caminho, e somente nele é que há verdade e palavras de vida eterna, e vida abundante.
Somente no caminho, é que há caminhos para mudanças, para transformações.
No caminho há amor, há perdão, há recomeço de vida; não há condenação, há futuro.
No caminho, existe um abismo entre o que eu fui e o que sou e serei.
No caminho, quando eu caio, eu encontro generosidade em Deus.
No caminho, e somente no caminho, em que encontro Jesus, também encontro a paz de Deus e a comunhão com Sua pessoa.

NaquEle que andou o caminho feito por Ele mesmo, perfeito e santo, correto e divino.

Jahilton Magno, 17.03.2011

O SONO COMO FATOR DE TRANSFORMAÇÃO


“Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.” Gênesis 2.21 e 22
Quem necessita de novas idéias, tem em sua mente o pensamento de que precisa ficar acordado o tempo todo para criar uma 'nova idéia' para algum projeto, algum mudança na vida, na empresa, ou em casa mesmo. Estes vivem diuturnamente à caça do plano,  visão e estratégia perfeitos, da perspectiva ideal, que culminará em sucesso. Pensar em parar para respirar torna-se totalmente contrário aos seus valores; na verdade, até seria “pecado”, porque a obsessão em busca desse objetivo anula qualquer possibilidade de um pit-stop nos boxes do descanso. É inconcebível pensar em dormir, em descansar, e dar uma pequena cochilada em algum momento da vida, enquanto tal alvo não tenha sido alcançado. Alguns, pelo contrário, até insônia sentem. O organismo não consegue responder normal e naturalmente para necessidades tão básicas, onde dormir é uma delas.
Se falar em ‘cair em pesado sono e adormecer’, seria como estabelecer uma divisão entre sucesso e fracasso, vitória e derrota, riso e choro, dor e alegria. Porque a única filosofia de sucesso que encontram dentro de suas mentes é do ininterrupto e exaustivo trabalho. A bíblia fala que ‘há tempo para todo propósito’. Tudo que é demais excede a natureza para a qual foi estabelecida. Mas como inculcar na mente dos que são obsessivamente focados da necessidade do descanso? É demasiadamente complicado. Mas a palavra de Deus nos mostra princípios que nos ajudam a viver uma vida mais descomplicada.
Deus usou o sono – e a bíblia o adjetiva de pesado – para criar a companheira de Adão. Deus tem lá os seus métodos, mas nessa narração da criação de Eva, Ele nos deixa claro que em meio ao sono também podem surgir transformações. Por que Deus a fez no sono não está explicito. Mas o fato é que a fez. Isso nos mostra que mesmo em meio a nossa correria da vida, muitas vezes acorrentados a nossas lutas diárias, é imprescindível que tenhamos em nossa mente a ideia de que durante o sono também podem ocorrer transformações. Não somente em meio ao bulício da vida, mas em meio à quietude, ao descanso, à tranqüilidade e à renovação das forças.
O sono pode ter esse papel construtivo em nossa vida. É nele que podem surgir novas ideias, novas perspectivas, novas roupagens, novas abordagens. O sono pode ser o útero de uma nova etapa. Adão dormiu sozinho e acordou acompanhado. Que maravilha. Acredita nisso? Porque Deus viu que não era bom que o homem ficasse só. E para mudar essa realidade, o Senhor desencadeou um novo acontecimento até então novo na vida de Adão que era o ‘pesado sono’. Isso nos mostra que na transitoriedade do dia as coisas podem ser criadas, mudadas, ou mesmo transformadas.
A busca incessante e desequilibrada pode dar lugar a um descanso necessário e construtivo. Mais à frente, no livro de Salmos, há uma afirmação abençoada: “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados Ele o dá enquanto dormem” (Sl 127.2). Agora há um detalhe que não se pode deixar de perceber: Adão dormiu o sono de Deus, não o seu próprio sono.
Isso pode fazer imensa diferença no que diz respeito ao desenrolar dos fatos em nossas vidas. Temos que dormir o sono em Deus: despreocupados, confiantes, pois este ele é renovador, transformador, criativo. Em Deus, o sono não é apenas um estado necessário de descanso do corpo, nem mesmo somente um estado periódico e diário que se caracteriza pela inatividade da vontade e da consciência. Pelo contrário, nEle, o sono toma outra dimensão quanto ao seu papel, seu significado, sua importância dentro dos planos dos Seus planos. O sono, em Deus, pode ser a porta para a transformação de realidades; a manjedoura das grandes ideias, a nascente de revoluções que mudarão a minha história. Enquanto Adão dormia, Deus construía. O sono é o estado onde existe a atividade de Deus, conscientemente elaborada, a fim de me abençoar e, acima de tudo, de realizar os seus propósitos.

NaquEle que fez da inércia a própria vida.

Jahilton Magno, 14.03.11

A LEVEZA DE SER TRANSPARENTE



Hoje pela manhã tive que ficar com minha filha um momento maior, e logo que acordei fiquei brincando com ela. Certo momento, ficamos sós e eu comecei a orar em voz alta e aí falei a ela para repetir as minhas palavras: “SENHOR JESUS, OBRIGADO PELA MINHA VIDA, PELA VIDA MINHA MÃE, PELA VIDA DO MEU PAI. ABENÇOA A MINHA FAMÍLIA E A MINHA VIDA EM NOME DE JESUS. AMÉM”. Enquanto minha filha repetia as frases que eu ia falando para ela, tomei-me de profunda reflexão: O ato tão natural da criança é algo impressionante.
Mesmo não sendo as palavras dela, mas minhas, fui tomado da necessidade de refletir. A criança é desprovida do vocabulário adulto, este que em muitas vezes mais nos atrapalha que ajuda; nela, há a liberdade de falar o que ser quer falar, posto que a liberdade a faz não apenas caminhar na comunicação, mas correr e esbanjar-se em fluência que vem da alma. Há a doação da alma em si, porque o fluir é leve, verdadeiramente suave em toda a sua totalidade. A comunicação na criança é possível, porque nela (ainda que instintivamente) a naturalidade é a expressão mais forte pela qual se manifesta como ser. Comunicar-se bem é ser natural, e isso a criança nos dá aula. As suas vias não são manipuladoras, pretensiosas. 
Ao olhar para a nossa relação com Deus, percebemos que essas características estão longe de serem nossas realidades. O muito verbalizar acarreta palavras, mas não expõe o íntimo; as falácias se nos fazem perder o nosso objetivo e o que era para ser uma relação dialógica torna-se um monólogo enfadonho e morto. Eis que o que era para ser vida, torna-se morte. A alegria da relação entre duas pessoas sede lugar aos esconderijos obscuros, pois o princípio foi quebrado. Semelhante coisa aconteceu com Adão que se viu conhecedor de realidades que somente lhe foram possíveis provar através da queda, como por exemplo, o medo.
Mas na comunicação de uma criança há alegria, há espontaneidade, há liberdade, há confiança. O desafio é tornar-se como criança na relação de comunicação com Deus. Expressar o que vai dentro em si, desnudado de oratórias religiosas, cacoetes batistas, ou assembleianos, ou presbiterianos, ou judeu, ou mulçumano ou xiita, ou de qualquer outro credo possível. Porque é bem verdade que as lições infantis e até mesmo lúdicas que esses seres tão pequenininhos nos ensinam são muito mais eficazes e vestidas da seda da confiança e da transparência que as mais nobres roupas que vestimos, adornadas de adereços do tempo, de vocabulários, experiências e etc.
Orar com minha filha me fez refletir sobre minha oração, minha ortodoxia e minha ortopraxia; orar com minha filha me fez fazer considerações na busca de um equilíbrio necessário para minha saúde espiritual, para o desenvolvimento da minha relação com Deus.

Em Cristo, que praticou de maneira a deixar o exemplo uma relação com o Pai.

12.03.11

Jahilton Magno

ENFRENTANDO AS NOTICIAS DE PERDAS


EXISTEM FATOS QUE TÊM QUE SER ENFRENTADOS SEM QUE POSSAM SER MODIFICADOS.
Em momento algum, podemos entender que o desejo do Senhor Jesus era a morte de João Batista. Sua morte não poupou o próprio Jesus, ou seja, essa realidade também teria que ser enfrentada pelo Mestre, assim como por todos os discípulos que seguiam a Voz que Clamava no Deserto. Essa notícia tinha caminhos a serem percorridos e não mudou o rumo nem mesmo quando iria se defrontar com o Senhor. Ela não se desviou, nem se inclinou, nem deu meia-volta para resguardar Jesus do impacto que poderia causar no Seu interior.
Isso nos ensina que em muitas oportunidades da nossa vida não estaremos isentos de sermos atacados não somente por notícias, como também por fatos que nos causarão tristeza. Diariamente somos assaltados por histórias tristes: o fim de um relacionamento em que depositávamos todas as novas forças que chega ao fim; é o resultado de uma biópsia que detectou que o tumor não era benigno, mas maligno; o patrão que nos informa que a partir daquele momento não fazemos mais parte da empresa; a procura sem sucesso do próprio nome na lista dos aprovados no vestibular ou concurso; ou aquela porta que esperávamos abrir, mas que na verdade não se realizou; ou mesmo como Jesus, receber a triste e dolorida notícia de que alguém que nos era importante e querida faleceu.
A vida, às vezes nos guarda peças que geram em nós uma profunda sensação de desconforto, de vazio e de tristeza. Há anos atrás, quando meu irmão mais novo tinha uns vinte e três anos, mais ou menos, ele sofreu uma fratura em uma das pernas. Nesta época ele vivia em São Paulo e jogava em uma equipe de futebol profissional. Meu irmão mais velho estava ao telefone e dizia-me: “Tenho uma notícia não muito boa pra te dar”. Logo pensei em meu irmão mais novo e uma enormidade de pensamentos negativos, que me perturbaram e me afligiram o coração. E ele continuou: “Jean quebrou a perna”. Logo que terminamos de conversar, saí da sala onde estava e fui para o terraço e comecei a chorar. Aquilo me foi duro de enfrentar. Confesso que em momentos como esse, gostaria de ser poupado, guardado e protegido. Gostaria que se desviassem de mim estas situações; queria que quando estivessem para se aproximar da minha pessoa, tomassem outro rumo, dessem marcha ré; mas como no caso de Jesus, não é possível, não me é cabível, não me é permitido. Pelo contrário, tudo isso está no próprio desenrolar diário da vida, pois ela é formada também por fatos, momentos, circunstâncias e notícias que não nos agradam, mas, pelo contrário, causam em nós impactos negativos, sensações estranhamente confusas, deixando-nos totalmente perplexos, como quem não sabe o que fazer e para onde ir. Tais situações arrancam de nós lágrimas, fazem borbulhar sentimentos até então desconhecidos e inexplicáveis.
É essa muitas vezes a realidade que vivemos diante de conjunturas fora do nosso controle, pois essas peças não escolhem atores para as encenarem; pode ser eu pode ser você que tem o papel principal; elas não escolhem e também não se desviam, porque a vida é assim. Na caminhada de Jesus, Ele mesmo não pôde se esquivar, nem ser poupado, nem ser isento ou guardado, porque para alcançar o Seu objetivo tinha que passar por tudo aquilo. O Senhor o enfrentou sem modificá-lo.
NaquEle que ensina que existem fatos que são como rios destino certo.

São Luís, 09.03.11 (Postado nesta data, mas escrito em 99.)

Jahilton Magno

PEDIDO DE ORAÇÃO


FAÇA O SEU PEDIDO DE ORAÇÃO! ESTAREI ORANDO POR VOCÊ TODOS OS DIAS E JUNTAMENTE COMIGO, UMA EQUIPE QUE ESTARÁ INTERCEDENDO PELA SUA VIDA E PELO SEU PEDIDO TODOS OS DIAS PARA QUE DEUS POSSA MOSTRAR A SUA VONTADE EM RELAÇÃO AQUILO QUE ESTÁ AFLIGINDO SEU CORAÇÃO!
TENHA CERTEZA DE QUE O SENHOR É GRANDE E PODE ATENDER SEGUNDO AQUILO QUE ELE PROPÕE!

SEJA FEITA A SUA VONTADE.

PARA MANTER CERTA DESCRIÇÃO QUANTO AO SEU PEDIDO, MANDE-OS PARA OS EMAILS:

magnopoema@hotmail.com

jahiltonmagno@yahoo.com.br

Grande abraço

TOME UM ATALHO E SIGA!


Não consigo aceitar dentro em mim a forma como é apresentado o evangelho que dizem eles ser o de Cristo. Nesse evangelho ocultam (e ocultismo não é aceito pelo Senhor) as verdades factuais que visceralmente acompanham as Boas Novas do Senhor Jesus. As lutas são escondidas, o morrer dia a dia por amor de Cristo nem mencionam; os dilemas da alma que são travados diuturnamente não são expostos; não são citadas as negações que são inegociáveis e impreterivelmente necessárias para o desenvolvimento da caminhada; os abandonos a que o cristão está sujeito não são apresentados; ninguém relata que seremos alvos do ódio de quem simplesmente não aceita o cristianismo como uma única e verdadeira via de conservação da piedade legitima e aceita por Deus. Enfim, essas e tantas outras verdades perdem-se na medíocre apresentação do cristianismo que pode ser qualquer outro, menos o que Jesus viveu e pregou. A prosperidade, as facilidades, as vantagens, só isso é mostrado e o caminho da cruz fica de lado. É ensinado a tomar um atalho em vez da cruz.Essa faca tem dois gumes: um, é que é fácil achar adeptos para esse evangelho, a casa fica logo cheia e as multidões se sentem sequiosas para se embriagarem nessa fonte; o outro lado da moeda é que após receberem esse evangelho (que em Cristo não tem sua fundamentação), ao virem as turbulências da vida, os algozes tão normais na caminhada, e as tribulações tão certas, a mesma multidão começa a definhar na fé, abandonando-a, deixando-se no meio do caminho, e mostrando a substância da qual foi formada a convicção de aceitar aquilo que outrora conheceram como cristianismo.
Mas evangelho de Jesus Cristo não é isso. À frente na caminhada está um mar de lutas, um oceano de provas, uma coroa a ser ganha, mas que não é adquirida sem esforço, nem negações, rendições, perdas, sacrifícios, escolhas, atitudes dignas daqueles que foram chamados para tal. Erremos porque não percebemos que a luta tira o foco da promessa. As turbulências cegam. E alma chega ao mais profundo da sua ignorância: é melhor voltarmos pro Egito. O entendimento somente consegue conceber que é melhor ser escravo que arriscar; é melhor sofrer a escravidão que se jogar numa atitude de fé; é melhor voltar; é mais lógico e confortável aceitar um estado que nunca muda, a tentar uma perspectiva nova em Deus.
Existe um cálculo do qual não podemos nos esquecer, porque há princípios e leis que não podem ser quebradas. Há valores e regras imutáveis na caminhada com Jesus e vez por outras encontraremo-nos entre mares e mortes, cercados pela frente e por trás de situações fora da nossa capacidade humana de entendermos situações nas quais estamos inseridos. E aí a nossa atitude vai revelar do que somos formados. As escolhas estarão diante de nós: voltar a viver a vida de antes, abandonando o chamado para o qual Cristo me projetou? Ou seguir em frente, ainda que seja mediante perdas.
A fileira vai diminuindo quando os rigores do real e verdadeiro cristianismo se apresentam. Vão ficando pelo caminho os votos produzidos apenas nos lábios, mas sem raízes no coração; pelo caminho vão se perdendo os projetos, porque não houve um cálculo exato dos critérios a serem seguidos. Cristianismo é decisão dia a dia; é compromisso sendo renovado a cada manhã; é abandono de si mesmo minuto a minuto; é prova da fé e certeza de lutas. Pois se outro evangelho é pregado que não seja de Jesus Cristo de Nazaré, é maldito.
Se há uma idéia em seguir sem negações e sem colocar a mochila da renúncia, continuemos andando na estrada onde estivermos, mas tendo a certeza de que apenas trilhamos rumo à porta larga. A estreita está no lado inverso dos passos.
Nele, que nunca nos escondeu a verdade da luta.
São Luís, 05.03.11
Jahilton Magno