VIVER CONSIGO MESMO COM ALEGRIA


           Viver talvez seja um dos mais complexos desafios do ser humano. Em vida, somos desafiados, maltratados, abençoados, injustiçados, amados, desamados, temos fé, ora desacreditamos, percebemos que existem pessoas que nos cercam apenas por interesses pessoais, mas também entendemos que existem pessoas que sentem prazer de estar conosco... Enfim, a vida é extremamente singular e nela e com ela, vamos descobrindo como somos, como reagimos, como temos amor em alguns momentos e em outros não; como somos tomados de sentimentos de compaixão algumas vezes, e outrora, somos possuídos de um egoísmo imenso. Somo seres viventes e nossa alma ora se adorna dessas vestes e ora o contrário. E fico feliz quando percebo isso em minha alma porque assim não tenho crises com minha identidade e não preciso sofrer com crises psicológicas. Mas sabendo disso corro para a cruz para buscar em Deus a cura dessa alma dicotômica. Na Cruz, vejo um Ser -  Jesus Cristo - que me revela um projeto de ser humano perfeito que está nEle, onde me vejo tendo a oportunidade de mudar e, mudando-me, dar toda a glória a Ele, porque reconheço que sou pecador e que nEle está a única chance de reconhecer que Deus é perfeito e que toda a perfeição saltou aos olhos e ao coração do ser humano quando Jesus Cristo morreu na cruz e poderosamente ressuscitou vecendo a morte, o pecado, o mundo e satanás. A Ele toda a honra, toda glória e todo louvor pelos séculos dos séculos

NEle que era, que é  e que será eternamente

Jahilton Magno. 28.10.12

FELICIDADE OU INFELICIDADE - A CONSCIÊNCIA É QUEM DIZ


Felicidade é algo que só é real e verdadeiro se concebido conscientemente em Deus. É mais fácil conceber a infelicidade quando se está longe da felicidade. O filho pródigo foi mais consciente diante dos fatos amargos, de suas implicações e dissabores a ponto de ver em seu real estado o que não era felicidade, do que quando a tinha – embora não reconhecesse. Quando diante da presença do Pai, não foi capaz de ter consciência para enumerar e aceitar as bênçãos vindas mediante sua comunhão com o pai, e ,com isso, ser-lhe grato através de atitudes dignas da sua posição: filho.
O filho pródigo conseguiu somente mediante perdas, fracassos, desapontamentos, decepções, traições e necessidades básicas não supridas, perceber o valor da sua própria vida. Ele conseguiu estabelecer uma diferença – experimentalmente de forma dolorosa – entre sua posição social: o que era e que estava sendo. De filho herdeiro,  a empregado; de patrão, a empregado e não apenas um empregado qualquer, mas dentro de uma hierarquia trabalhista quase que o menor: cuidar dos porcos. Não que seja desonroso sê-lo. Em Deus, qualquer trabalho é digno. Mas é para atentarmos para a forma como a vida vira de cabeça para o baixo quando se resolve tomar o controle de algo que somente alguém, com experiência, pode conduzir – que é a nossa própria existência –, sem que seja de maneira dissoluta e muito menos destrutiva: JESUS CRISTO.
A frustração no pródigo foi o chão que ele pisou para andar rumo à consciência da verdade e da felicidade. As perdas fizeram parte do processo de chegada ao verdadeiro objetivo. A liberdade dada pelo pai também é algo pedagógico, pois em toda a sabedoria e experiência de vida – ainda que em meio a dor de ver o distanciamento e a separação do filho, sabendo dos riscos também – ele sabia da necessidade que existia no filho de aprender vivendo e tendo que inevitavelmente ‘quebrar a cara’. O dia da aquisição da consciência pode não vir bruscamente em um só dia, mas pode se desenvolver paulatinamente, mediante as visões que se tem das realidades que se vive. A alma conversa consigo mesma na direção daquilo que se possa chamar de arrependimento. Arrependimento inicial não por aquilo que não se tem, mas muito mais ainda pelo que se tem, sabendo onde tem e que está disponível a qualquer momento.
Essa consciência causa dor, pois ela estabelece comparações do estado atual, com o estado passado que automaticamente dialoga com o estado futuro que se possa viver segundo as escolhas que se faz. Ser feliz é uma questão de escolha. Ás vezes as escolhas que fazemos nos levarão a momentos amargos, de modo que seremos sempre fruto das nossas escolhas. 
E ninguém mais além da nossa consciência poderá nos devolver a luz de que existe um abismo entre o que estamos e o que somos, como resultado das nossas opções. 
É incrível que na vida parece mais fácil ser consciente quando não se tem do que quando se tem. Os olhos se inclinam a avistar somente a falta, o desassossego, as intempéries, os turbilhões emocionais, as perdas de qualquer ordem; a contemplação se foca no que falta, na mudança de estados, seja social, familiar, profissional, ou qualquer outra; a percepção se abraça às inexistências (falta isso, falta aquilo, falta aquilo outro); a contemplação se liga umbilicalmente às ausências (falta colo, falta amor, falta dinheiro); a mirada vê os horizontes de sequidão apenas (sem cônjuge, sem trabalho, sem filho (a); o discernir é fadado apenas ao temporal (no momento, não vejo Deus, não tenho amigos, me falta companhia); a pupila se dilata vislumbrando na contramão do que se é, em sua mais original natureza, ao passo que o que se está sendo é totalmente contrário à sua própria existência.
Ser feliz é evitar tudo isso, pois vivê-lo por escolha errada é ser infeliz. E termino essa pequena reflexão lembrando que para ser feliz não é necessário primeiro ser infeliz. Não, não. Para ser feliz basta reconhecer o que se tem e o que se é em Deus. NEle e somente nEle é possível ter consciência equilibrada. NEle não existe necessidade de buscar lá fora o que se tem aqui dentro. O que lá está é temporal, frustrante, amargo e destrutivo. O que está lá é dissimulado, tem duas caras. Aqui, com o Pai, há alegria e nada falta, pois somente a presença do Amigo Eterno é suficiente para suprir todas as necessidades. Aprendamos que a felicidade é um estado que resulta de escolhas certas em Deus e que infelicidade é simplesmente abrir mão disso. Abrir mão das verdades de Deus é a maior infelicidade do homem, pois deixa de perceber o que tem (que é totalmente pleno) para abraçar o que não é seu e que nunca será. Felicidade é isso: aceitar o que é seu como presente de Deus, nunca esquecendo disso como dádiva completa que não admite uma busca por algo que na verdade nunca foi seu e que não existe.


NaquEle que é tudo para uma pessoa ser feliz.


Jahilton Magno


São Luis, 26.03.11


Feliz Aniversário


FAZ TEMPO QUE NAO ESCREVO NADA NO BLOG, FRUTO DA MINHA FALTA DE LEITURA DA PALAVRA. MAS RESOLVI ESCREVER A UMA AMIGA SImplesmente parabenizando-a pela seu aniversário. Gostei e resolvi postar "
Querida, todos os dias são especiais por demais, mas Deus na sua infinita e incontestável sabedoria fez o dia do nosso aniversário ser além de especial, muito diferente. Nele, os nossos olhos olham para as coisas que outrora são desvalorizadas, algo que tem a grandeza e a magnitude de Deus. Percebemos alegria onde não tínhamos nos dado conta; reconhecemos cuidados e livramentos de Deus, onde antes víamos acaso; vemos importância em pessoas, que outrora não saberíamos o real valor que devem ter; vemos em nós alguém que inegavelmente foi criado por Deus com amor, desde a fundação dos séculos, onde antes não achávamos valor algum. Enfim espero que neste dia especial, você consiga perceber ainda mais o amor de Deus por você, e possa juntamente viabilizar pelo menos as nuances das coisas e pessoas valorosas que te cercam ou te cercaram um dia!!!
Feliz aniversário, irmã... É sincero, é de coração, é verdadeiro, é autêntico


Beijo no coração.



Jahilton Magno.

O CUIDADO DE QUEM AMA


Jesus disse a Pedro:Cuida dos ‘meus’Cuida das minhas ovelhinhas,Cuida do meu povo, dessa gente que me busca.Eu amo tanto esse povo, eu amo tanto estes que ao mundo não tem importância,
Este povo que é odiado, eu amo

Este povo que é desacreditado eu amo.

Este povo que é atribulado, esse povo que sofre decepções,

Este povo que chora, que sente dores, que lamenta tantas dores,

Esse povo que às vezes se sente sozinho em meio à caminhada

Eu amo.

Eu amo esse povo que é perseguido, eu amo e muito amo.

Este povo que quase desfalece diante das lutas da vida.

Eu amo com amor de Deus.

Eu amo e tenho maná diário porque, pois sei que diárias e grandes são as lutas

Grandes são nossos sofrimentos

Cada angústia, cada perda que fere e machucam tanto

Amo cada um dos meus filhos e amo tanto.

Amo os que choram e às vezes desacreditam e quase ficam pela metade do caminho.

E digo: Eu amo.

Amo os que, embora, em tantos momentos erram e fogem do percurso da corrida por motivos os
mais variados.

Não me importa, Eu amo

Amo e busco a cada momento

Amo em meio às lágrimas,

Esse povo que sofre com as dores das separações, com as dores das enfermidades,

Esse povo que sofre com incertezas de emprego, com as frustrações de namoros,

Esse povo que teme o amanhã, que não tem certeza da comida dos filhos no próximo dia,

Eu amo com amor sincero.

Esse povo que às vezes definha quando se olha e parece que vê  dores que alegrias...

Ah eu quero que esse povo saiba: EU OS AMO, a cada um com amor de Deus, amo com cuidado,
com zelo.

Amo cada um que fica pensando que houve abandono... Não, não houve abandono. Embora tudo isso, tenha certeza que
‘nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor’.
Amém NaquEle que não tem medidas de amor para conosco
Jahilton Magno

São Luis.
03.07.09

POEMA DA ALMA

Teu andar, não se perde no tempo,
Mas perde-se na imensidão da grandeza dos teus passos,
Pois em minha mente finita e caída,
Não cabe teu exemplo glorioso.
O teu amor altruísta, teu zelo pelos teus alvos
São para mim um desafio.
O teu cuidado com os teus, a tua doação
São a inspiração da minha vida.
Quero-te, Senhor, quero a tua força,
Quero a tua alegria, que excede todo entendimento,
Quero tua alegria que canta diante morte,
Quero tua sabedoria,
Ah, Senhor, a tua sabedoria, o teu comportamento,
A tua indignação com o pecado.
A tua tristeza por aqueles que não te conhecem.
A tua vida de oração, desvinculada de moldes,
Apenas o derramamento da alma diante do Pai,
Ora com louvores,
Ora com alegria,
Ora com dores e gemidos,
Ora com pedidos por si,
Ora com pedidos de intercessão.
Tuas palavras, Jesus, não se perderam no tempo,
Elas ecoam no tempo, na história,
Nas histórias de vida,
Na minha história mudando os rumos,
Mudando propósitos,
Santificando atos,
Anulando sofismas,
Exaltando a humanidade em sua beleza criada pelo Pai.
Ah, Jesus, as lágrimas são inevitáveis,
Pois diante de tão grande amor,
Impossível estatizar-me,
O teu amor, a tua alegria, a tua essência, em misericórdia
Num abraço profundo de doação de si mesmo
Inundam a minha alma.
Que seja eternamente grata minha alma,
Que seja eterno meu louvor a ti,
Que seja um transbordar de glorificação a ti o meu andar,
O meu falar, o meu viver.
Os meus atos, ainda que exista uma medida máxima humana,
Não te serão nunca suficientes,
Bem o sei,
Mas que seja sincero, que seja de dentro, que seja transparente,
E que chegue a ti como a parte mais do meu nardo derramado sobre ti.
Eu te amo Deus,
Te amo Jesus,
Amo-te Espírito Santo,
A minha alma só se alegra em ti,
Só se sacia em ti.

NaquEle que é o Alfa e o Ômega

Jahilton Magno
São Luis, 16.02.11

FELIZ ANIVERSÁRIO, JAYNNARA MARCELLY


Em pensar que você nasceu outro dia e verdadeiramente foi uma das formas de como Deus começou a mudar a minha vida me direcionando novamente ao braços dEle numa época que eu só queria saber de mim e fazer a minha vontade. Hoje percebo nitidamente como o teu nascimento Jaynnara realmente faz parte do processo de Deus na cura da minha alma e na restauração do meu relacionamento com o divino e como sou grato a Ele pela tua vida. Filha, que o Senhor te guarde e te faça crescer com saúde, tendo sabedoria, fazendo-te boa filha, futura serva de Deus e um dia uma esposa e uma mãe que seja orgulho ao marido e aos filhos, pois sei que essa é o direcionamento normal da vida. Graças te dou, Pai Eterno por tudo que tu és: GRANDIOSO, MAJESTOSO, MISERICORDIOSO E BONDOSO. Obrigado pela dádiva de ser pai e faça de mim responsável e sábio o bastante para aprender contigo como devo fazer para criar minha filha no teu caminho. Ela, que com toda simplicidade, ensina-me a orar todos os dias com pureza e alegria no coração. Eu choro, Senhor agora, porque sei que tudo é dádiva que vem do teu trono. SEJA LOUVADO O TEU NOME PARA TODO SEMPRE, SENHOR!!! FELIZ ANIVERSÁRIO JAYNNARA, minha filha. Papai, Jahilton Magno e Mamãe, Mayara Lindoso, te amam!




A BELEZA QUE É CONSTRUÍDA EM DEUS


"Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Isaías 53:2-3"
O que temos para mostrar? Mostramos o que temos, de quando em vez, e em muitos casos até temos a audácia de querer expor o que não temos e o que não somos. Tudo isso fazemos para que sejamos aceitos, desejados, relacionados em uma roda de amigos, ou mesmo num grupo social. Afinal, o ego sente-se bem quando os elogios vêm a nós. Quando as batidinhas nas costas são recebidas, uma sensação de prazer toma os nossos corações, que se alegram e ninguém pode negar isso. 
Quando olho o facebook e vejo todas as fotos que as pessoas colocam das mais variadas formas - e umas tão vulgares -, a única coisa que percebo é essa busca de aceitação por parte de quem vê. Busca-se o elogio, buscam-se freneticamente as frases louváveis. A aparência é tudo que importa. Isso tornou-se uma realidade em nossos dias. A internet possibilitou isso; é um fato do qual não podemos nos esconder.
A busca da beleza e da formosura fazem parte da expressão da vida nos dias de hoje. Os adornos do corpo anularam os da da alma. O que vemos é uma juventude que está crescendo sem valores, sem princípios, sem caráter, sem ética...
Hoje, seria um absurdo dizer para qualquer um de nós que deveríamos viver como Jesus. Ninguém o queria ser, não somente porque Ele iria morrer na cruz, mas porque viver Jesus não dá Ibope. E se existe uma coisa que a nossa sociedade brasileira busca ardentemente é fama. Não preciso me alongar nesse assunto. Basta olhar para a tv e seus programas. E dentro da igreja não é diferente. Ser desejado é o alvo de hoje em dia. Então, se necessário for, farei o possível e impossível, imaginável e inimaginável para entrar num padrão que me ofereça a possibilidade de estar na mídia.
Jesus não se encaixou nesse esquema no passado e nunca se encaixaria nos dias de hoje. E quem o tomar como modelo de vida vai provar e aprender isso. Jesus não era aceito pelo protótipo da beleza; Ele não figurava no rol da fama dos belos e dos lindos das estrelas de Hollywood. Jesus era anti-heroi. Era o contrário do que se esperava e se buscava. 'Não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.'
No entanto, as multidões o seguiam não por aquilo que Ele aparentava, mas por aquilo que era e era capaz de fazer. O corpo, a estatura física, a feição, a anatomia de Jesus não faziam com que as pessoas se aproximassem dEle. Sua campanha de marketing de divulgar o Seu Reino não se fundamentava na estrutura física da sua pessoa. Enquanto há muitos que ganham a vida, muito dinheiro, e divulgam suas filosofias de vida e vendem seus credos com sua beleza, Jesus não iria alcançar números percentuais se dependesse da sua. 
Não estou aqui falando contra a beleza. Deus a instituiu. Estou falando de como ficou mais fácil se dar valor à questão estética como talvez nunca em outro momento da história. Embora essa exibição fatídica, percebe-se que a alma é pobre. Nela não há resquícios da vida de Deus. É um vazio de alma, uma sequidão de amor verdadeiro por si e pelo próximo. Não podemos aguardar nada que possa ajudar a construir, a reorganizar a vida, a reconciliar corações, a direcionar para um norte de Deus. Esse é o retrato das pessoas nos dias de hoje.
Diferente disso, Jesus, sem esses padrões, longe desse molde doentio e maléfico, fez fluir de dentro de si rios de água viva que serviam para saciar a sede de tantos quantos lhe buscaram; Jesus estabeleceu o reino de Deus nos corações dos seres humanos. Sempre tinha uma palavra de sabedoria para dar; trazia esperança para aquele que estava acreditando que o fim da vida havia chegado, como aquele homem que com Ele estava crucificado; trouxe para si os que estavam cansados e sobrecarregados e os aliviou e faz isso até hoje; incendiou corações com a chama do evangelho e a eternizou neles através do seu AMOR E DO SEU SACRIFÍCIO.
Ele deu o que tinha e o que era. Deu amor, porque era amor; deu direção porque Ele era o Norte; deu alívio porque Ele era a paz; enviou seus discípulos porque tinha autoridade; chorou com quem chorava (como o fez quando Lázaro morreu) porque Ele sabia valorizar os laços familiares e valorizava a vida. E nós o que temos temos para que possamos oferecer aos outros? Apenas as curvas do corpo? A beleza dos cabelos ou dos olhos? O que temos a oferecer? Os diplomas que se conseguem obter ao longo dos anos? A exibição da gorda conta bancária ao final de cada mês com contra-cheques altos? O que temos a oferecer? A grande lista de mulheres com quem se relacionou ? Ou da grande lista de homens com quem se foi para a cama? O que temos para exibir? O carro novo? A grande casa que se tem em seu nome? Como estamos aproximando as pessoas de nós? Pela beleza estética juntamente com tudo que temos? Ou pelo que somos e temos em nosso caráter? 
O desafio de Jesus é que, ainda que eu seja desprezado pela beleza que o mundo tanto valoriza, se eu não a tenho, eu possa, contudo, aproximar as pessoas de mim pelo brilho da beleza do evangelho; pela simplicidade da pureza do amor de Deus; pela santidade com que Ele quer que eu viva nesse mundo tão avesso à mensagem da cruz. Por outro lado, se eu tenho essa beleza estética tão venerada ultimamente, que não seja essa a raiz da minha vida. Ela passa. Tudo passa. Mas o homem interior se renova dia a dia. Que essa renovação seja percebida em minha vida e possa eu inspirar outros a buscarem o mesmo Rei a quem sirvo e  para quem vivo. Jesus, com essa aparência que a Bíblia retrata, FOI SUBINDO. Que nós possamos subir os degraus que Deus espera de nós para junto do Pai. Que a beleza ou a falta dela não nos impeça de provar das bênçãos que Deus tem para cada um de nós. Que sejamos descritos pelo que há de valoroso dentro de nós, e o valor é simplesmente AMAR E SERVIR A CRISTO.

Em Cristo Jesus, Que nos ensina que a única beleza que perdura é a beleza da alma que se constrói aos Seus pés para a eternidade.

Jahilton Magno 

magnopoema@hotmail.com
jahiltonmagno@yahoo.com.br






HOMENAGEM A SÃO LUIS - POR JAHILTON MAGNO






HOMENAGEM A SÃO LUIS - POR JAHILTON MAGNO


Ilha, querida, Ilha

Tua terra é mais um pedaço da beleza de Deus que pelo mundo está estendida.

Essa terra rodeada de tão grande beleza, tuas praias, tua história, tua cultura,

Tua gente, tua luta, tua literatura, teu valor.

Ah, São Luis, minha terra amada.

Em ti, escolheu Deus que eu me encontrasse com o mundo.

Tua física, tua geografia, foi aqui onde abri os olhos,

E, percebendo-me gente um dia, vi-me como parte de ti.


Sob teu sol tão vivo, banhei em praias tão lindas e tão peculiares.

Os ecos de tuas batalhas que não se perdem no tempo 

Ficam como lição de um povo que no passado 

Fez-se arredio ao pulso da coleira dos colonizadores.

A gana de liberdade se mistura à gana de viver.

Ah… 400 anos.

Embora o tempo, não sei se comemoro ou lamento.

Comemoro tua história de insatisfação para com tua realidade,

Mas lamento o teu momento,

O descaso com que te abraçam,

A indiferença com que te cumprimentam,

A infidelidade com que se relacionam contigo…

Ah, São Luís, não sei se sorrio ou choro, 

Há um misto de dor e alegria dentro em mim.

Rio em mim tua beleza,

Rio em mim teu patrimônio,

Rio em mim os teus mangues,

Rio em mim o teu legado,

Rio em mim teus casarões,

Rio em mim teu pôr-do-sol.

Embora as razões de alegria,

Também choro em mim, teus políticos,

Choro em mim tua pobreza, 

Choro em mim tua corrupção,

Choro em mim tua falta de estrutura de grande cidade,

Choro em mim tua cultura desprezada,

Choro em mim tua falta de amor a Deus,

Choro em mim tua perdição em desconhecimento de Deus,

Choro em mim ver quem pode fazer,

 Nada efetivar na direção do progresso e do bem comum.

Ah, São Luís, tua história tem 400 anos anos de mais de 400 mil estórias

Que se perdem no desconhecimento da história.

E em meio a essa data tão significativa,

Vejo-me meio que perdido na indecisão:

Não sei se ergo um cântico de louvor ao Pai em gratidão 

A tua existência e minha existência dentro em ti;

Ou se ergo um clamor de ajuda pela misericórdia do Altíssimo,

Pois te vejo necessitada, desnuda, desamparada, desnorteada,

Embora tua imponência construída ao longo da tua existência.

Ah, minha terra que tem palmeiras, onde canta o sabiá,

Em meus ouvidos ainda clamam os gritos por mais justiça.

O reggae que embala as festas,

Desconhece a rítmica que os passos da desonestidade aplicam à sociedade.

Os folguedos em tua homenagem, abrilhantam a noite, 

E escondem os uivos de dor do descompromisso para com teus idosos.

As cancões entoadas em teu louvor neste dia,

Não servem para embalar o sono dos que perecem por falta de cuidado.

Ah, minha querida Ilha do Amor,

Desejo-te que o amor do verdadeiro e único Deus te inunde de graça,

Invada não os teus casarões, mas os corações,

Reconcilie tuas relações, 

Forme caráter em teus políticos,

Crie em tua igreja de Cristo amor por ti, mas amor que salva.

São Luís, se te choro ou te comemoro, não sei.

Mas sei que deveras tu és especial,

Pois foi aqui que me encontrei com a vida, 

Foi aqui que me encontrei com Cristo.


Jahilton Magno

VAMOS CURTIR BOA MUSICA COM LETRA QUE ENSINA


O VENTO QUE FORMA OU DEFORMA


Há umas duas semanas atrás mais ou menos, estava treinando com amigos na belíssima praia do caolho – muito mais perto da praia do Olho D’água que da própria praia do Caolho – quando de repente fui tocado pelo Espírito Santo para prestar atenção às dunas que ali estavam formadas. Tínhamos treinado nela dois dias antes.  Neste dia, fomos fazer o mesmo circuito feito anteriormente e após algumas duas passagens pelo percurso, já cansado, olhei para as dunas e percebi que elas já não eram mais as mesmas. Então, algo me chamou a atenção: as dunas nunca mais seriam as mesmas. Parece muito simples, e o é realmente.
A vida segue o mesmo rumo. Ela nunca será a mesma do dia anterior. Sempre sofrerá metamorfoses. Umas extremamente agradáveis de serem vividas, outras nem tanto; umas alegremente deliciadas com sabor de quero mais e desejo que sejam imparáveis; outras, digeridas como ácido, com gosto de que ‘passem logo’, de tão ruins que são. Esta é a vida: ela vai se moldando a cada dia de uma forma, onde muitas vezes, nem mesmo temos a opção de escolhas das mudanças e dos rumos. A vida é como uma duna onde o vento a move de lugar dia a dia momento a momento, segundo a segundo. A vida sofre dessa ininterrupta variação de fatos. O que não existe vem a existir, o que existe vem a não existir como que num passe de mágica, e essas transformações, em muitos casos, são dolorosas, traumáticas em alguns momentos; em outros, podem ser causadoras de festividades na alma e de impressões que ansiamos fossem eternas.
É como uma lei da qual ninguém pode fugir: as transformações são inerentes à vida, são fatos incontestáveis, como o é o nascer do sol todos os dias. Mas o que mais me intrigou não foi apenas essa imutável certeza da fugacidade da vida em seus processos de existência. Mas aprender a lição ‘do que aprender’ coma as transformações pelas quais a vida nos faz passar. Sim, o que as transformações fazem da nossa alma, do nosso coração, da nossa existência, da nossa capacidade de pensar, da nossa forma de ver o mundo, das nossas relações, e das relações que temos com tudo que nos envolve, sejam pessoas, sejam coisas. O vento muda as dunas a todo momento, faz nelas variações as mais inimagináveis. O vento forma, ou deforma; constrói, ou desconstrói; aumenta, ou até mesmo diminui; junta, como pode espalhar; fortalece, como também enfraquece; o vento sugere e causa um tanto elevado de coisas nas dunas. Em alguns momentos causa estranheza, em outros causa perplexidade; já em outros desperta beleza aos olhos.
É nisso que fico a pensar: o que os ventos têm causado nas dunas da minha vida? O que têm feito de mim e comigo? O que têm feito das minhas relações? O que têm causado em meus relacionamentos? E que tipo de vento tem invadido a minha causando transformações? Têm sido elas favoráveis à minha vida? Ou completamente desfavoráveis, causando em mim não crescimento mas retrocesso? A minha vida é como uma duna que não pode se desviar do vento, mas parece que em momentos específicos da minha existência os ventos que vivem e insistem a soprar não são abençoadores, nem causadores de desenhos artisticamente pincelados com alegria e prazer em minha alma. Não obstante é vero olhar para a vida dos outros e perceber que os ventos por lá de bonanças são formados e construídos. Isso machuca e às vezes emudece os cantos, inflama a alma de sentimentos revoltosos, desmotiva a corrida, desencoraja e entristece o peito. Parece que vamos percebendo que as nossas dunas estão se esvaindo diante dos ventos, que mais parecem tempestades como aquelas dos desertos africanos ou do oriente médio. A gente vai se vendo em perda, em desapontamento e decepções, mais em lágrimas que em sorrisos, mais em desapontamentos que em vitórias. Mas muito mais que perceber isso, o importante é como estou me percebendo e reagindo a isso. Esse é o desafio da vida. Não é se os ventos estão soprando e mudando dia a dia momento, momento a momento, mas que desenhos estão fazendo em nossa alma; que formas ou deformas estamos deixando que eles façam ou desfaçam.
O desafio da minha alma não é me opor aos ventos – isso é impossível –, mas não me deixar ser desenhado e formado às adequações que eles querem impor em mim. Muito mais sabendo que o molde e a fôrma que eles querem inculcar em mim são opostos aos que Deus tem para minha vida. Que ventos têm soprado sobre tua vida agora? Ventos que sopram o descompromisso àquilo que Deus espera de ti? Ventos que te direcionem a uma vida sexual promiscua e desativada da atividade de Deus? Ventos de uma perpetuação de falta de perdão para com alguém que te magoou e te decepcionou grandemente? Ventos de falta de responsabilidade com a tua família e tua esposa? Ventos de desencorajamento diante de uma aprovação em um concurso que ainda não chegou? Ventos de julgamento para com a pessoa de Deus, pois uma porta aberta de emprego nunca se concretizou? Ventos de desespero porque o coração está há tanto esperando por alguém que parece nunca chegar para completar vazios? Ventos de profunda tristeza pela perda de alguém próximo? Ventos de desvinculação ao padrão e ao chamado de Deus para uma vida de santidade e de enfrentamento das modas mundanas que vão ao encontro do padrão deixado pelo Senhor? Que ventos têm soprado e o que eles têm causado na tua alma e na tua vida?
Reflita nisso. Que o vento do Espírito Santo de Deus sopre em seu coração a fim de que possa pincelar quadros maravilhosos de esperança, retidão, amor, perdão, de motivação para buscar uma carreira abençoada, uma família alicerçada na palavra, amizades construtivas e façam de ti e de mim pessoas que refletem o amor reconciliador que está na pessoa de Jesus Cristo. Amém.
NEle, que espera que os ventos do mundo não tomem o lugar do vento do Espírito Santo.

Jahilton Magno

São Luís, 05.09.12

QUANDO A NECESSIDADE CEGA O ENTENDIMENTO


Após a multiplicação dos pães o povo ainda continua a buscar Jesus, mas Ele em sua sabedoria consegue discernir que a motivação pela qual O procuram não correta, mas apenas pela comida, ou seja, pela satisfação física somente. Jesus afirma: ME BUSCAIS NÃO PELOS SINAIS MIRACULOSOS QUE VISTES, MAS PORQUE COMESTES DO PÃO, E VOS FARTASTES.

É inegável o fato de que acompanhar Jesus é também vê-lo fazendo milagres. Onde Jesus anda o milagre acontece. Isso é inevitável; está na sua natureza divina; está na certeza de que também onde Ele anda sempre haverá pessoas que padecerão de necessidades: seja uma multidão faminta de pão e água, seja de uma mulher com fluxo de sangue, seja um cego à beira de um tanque aguardando há anos uma cura, um milagre, seja um Zaqueu, que precisaria encontrar-se com Jesus e ver todos os seus paradigmas quebrados e o seu caráter reconstruído, seja num clube de futebol onde existe um cara extremamente complicado de relacionamento, apesar de ser um baita jogador, seja no ambiente de trabalho onde o chefe ou outro colega necessita de uma cura de Deus na sua vida espiritual, familiar, psicológica. Enfim, a sociedade sempre exibirá os seus necessitados. Seremos sempre os necessitados, quer queiramos ou não, quer assumamos ou não. Esta verdade está intrinsecamente relacionada a Jesus e por isso sempre haveremos de vê-lo praticando milagres. Não existe no mundo uma força que possa dissociar Jesus dos milagres. Jesus é milagre. A vida de Jesus é um milagre. Morrer e ressuscitar foram e continuam sendo um milagre de Deus.

E naquela época, presenciar milagres, ver curas, observar transformações, testemunhar gloriosas manifestações de poder por parte do Senhor Jesus era algo comum. E especificamente neste caso aqui do relato, o povo testemunhara mais um grande milagre: a multiplicação dos pães. Uma multidão sendo alimentada. O povo pensou: vamos seguir este homem e nunca mais morreremos de fome. Vamos segui-Lo onde quer que Ele vá, atravessaremos mares, mas não iremos abandoná-lo, pois comida não vai nos faltar enquanto estivermos com Ele. Jesus conseguiu discernir o que pensavam em seus corações. Era essa motivação que os impelia a viajar tão grande distancia para estar com Ele.

Sabe, não consigo estabelecer muita diferença desse povo desta narração de há mais de dois mil anos atrás para a nossa realidade hoje. Às vezes, somos igualmente parecidos àquele povo. Pensamos: vou seguir a Cristo, não vai me faltar um clube; vou seguir a Cristo e não terei mais lutas; vou seguir a Cristo e as pessoas com quem me relaciono não mais me decepcionarão; vou seguir a Cristo e as portas do emprego estarão sempre abertas; vou seguir a Cristo e certamente vou assinar com um grande clube e ter um salário altíssimo; vou seguir Jesus e minha empresa nunca vai falir; vou seguir Jesus e minha família não terá problemas; vou seguir Jesus e não terei lutas de relacionamento com minha esposa ou com meu marido; vou seguir a Cristo e biopsia que vou fazer não terá resultado positivo quanto a um tumor maligno; enfim, vou seguir Jesus porque é garantido ter o de que preciso sempre. Era essa a mentalidade do povo: não vamos morrer de fome.

A visão é apenas no terreno, apenas no aqui e no agora. A visão consegue vislumbrar apenas a benção, apenas a satisfação das necessidades da vida terrena. Conquanto elas precisem ser saciadas como algo tão normal e tão natural à vida, mas não é isso que Cristo espera, embora seja isso que Ele consiga enxergar muitas das vezes dentro de nossos corações. Ele entende que esse é o combustível que está queimando dentro em nós como sustento das nossas motivações. Ele percebe que em muitos de nós na maioria vezes, o que está fazendo com que as engrenagens que nos movem os parafusos da vida, são simplesmente para a busca de satisfação pessoal.

Quando Jesus disse que não foi pelos milagres que a multidão viu que ela O estava seguindo, Ele estava mostrando-lhes que, às vezes nem sempre olhar, ver, enxergar, presenciar, testemunhar consegue gerar no homem a capacidade de entendimento daquilo que realmente ele vê. O que Jesus está dizendo para o povo era que verdadeiramente não bastava ser apreciador dos fatos, de modo que, conquanto os fatos vistos e presenciados não gerem entendimento, eles de nada valem. E quando não se percebe a lição verdadeira daquilo que está sendo ensinado em âmbito espiritual e com finalidade de eternidade, o que se vê é uma valorização pelo que é perecível. Nesse instante, abre-se mão de valores eternos para abraçar o que é presente, o que é efêmero, o que é frustrante, o que é decepcionante, o que é falível. Quando isso acontece, estamos a um passo de nos tornarmos mais um dos que compõem a lista dos decepcionados com Deus. Porque não conseguimos discernir que maior que os milagres é o Deus dos milagres, que maior que lutar pelo pão do dia a dia, é lutar pelo pão da eternidade; maior que satisfazer as necessidades físicas, é satisfazer as necessidades da alma; maior que o pão de trigo, comum a nós todos os dias, é o Pão da Vida.
            O povo não percebeu que cada milagre feito e realizado para glorificar a Deus, era também para abrir o entendimento deles acerca do Filho do Homem, era para testemunhar que Jesus era o Filho de Deus que veio para resgatar o povo do pecado. O povo não percebeu que maior que necessidade de comida que eles tinham, suas almas eram famintas e necessitadas de um pão que alimentaria para a toda a eternidade.
NEle, que percebe cada uma das nossas motivções se preocupa com isso e nos dá o caminho da eternidade
Jahilton Magno
São Luís, 14.05.12