Aroma

AROMA

De repente, um cheiro de algo, lá no tempo deixado, exalou em meu coração. 

Simplesmente fechei os olhos e deixei-me ser conduzido pelas sensações e lembranças.

O coração, então, chorou, a mão ficou gelada, e a temperatura do corpo mudou, suspirei querendo tatear as imagens. 

Ainda fechados os olhos, baixei a cabeça, silente, e peguei-me em soluços. 

O aroma da vida era inconfundível. 

Tinha cheiro de gente, cheiro de mim, cheiro de gente em mim, de mim em gente.  

Era simplesmente uma saudade que se materializava ao cair da noite, assim de leve, sem pretensão, mas espontâneo. 

O passado tem cheiro, idade, temperatura, cor, ri e chora, abraça e aperta, sorri e faz chorar. Desculpem-me os duros, mas não sei viver sem esses vislumbres! 

Se eu não chorar, fico com medo de perder minha humanidade e vê-la engolida pelas durezas do cotidiano.

São Luís, 11 de Abril de 2015

By Jahilton Magno

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